Por pedro.logato
Publicado 03/07/2014 23:14 | Atualizado 03/07/2014 23:17


Ceará - Nós temos Falcão, a Colômbia, não. Na capital do bom humor no Brasil, os jogadores têm que trocar o choro pelo riso e, se quiserem aliviar a pressão antes de encarar a Colômbia, precisam dar uma volta com o cantor cearense para conhecer os encantos de Fortaleza. Tudo o que for preciso para que o sonho do hexa não acabe nesta sexta

Diferentemente de Falcao García, grande desfalque colombiano na Copa do Mundo, o nosso Falcão brilha fora de campo. É capaz de curar qualquer tipo de problema psicológico e sua forma de atuar é cara a cara, sem utilizar novas tecnologias.

A receita para que a Seleção reencontre as boas atuações da Copa das Confederações é bem simples, mas depende do aval de Felipão.

Falcão dá a receita para o Brasil embalarAndré Mourão

“Está faltando a dose certa de ‘raparigagem’. Propus ao Felipão que ele deixasse eu levar os jogadores aos cabarés que conheço pelo Ceará. Um bom cabaré e uma dose de cachaça tirada do barril iriam deixar os caras tinindo”, afirma o cantor.

Para Falcão, a palavra irresponsabilidade tem significado positivo no dicionário da bola. E é justamente ela que tem a capacidade de tirar o enorme peso das costas dos jogadores no confronto decisivo com os colombianos.

“Tem que jogar como se fosse uma pelada. Está faltando molecagem. O capitão Thiago Silva, por exemplo, é todo bonitinho, engomadinho. A gente não vê ele falar palavrão, esculhambar. Ninguém sabe se ele já foi corno ou não. Tinha que deixar de lado isso de ser muito correto”, aconselha.

Apesar de toda a preocupação com o craque James Rodríguez, Falcão confia num triunfo sobre o Colômbia. Neymar, porém, precisa de um empurrãozinho dos companheiros. Com todo respeito, é claro.

“Esse negócio de levar nas costas aqui no Ceará pega mal. Acho que, a essa altura, quem tem que levar nas costas é a Bruna Marquezine (risos). Neymar é o cara, tem que deixar ele fazer o que quiser. Mas é o reflexo da equipe. Todos precisam ajudar”, avisa.

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Falcão torce por vitória brasileiraAndré Mourão

Artista culpa ‘burgueses’por apatia

Falcão não é somente cantor e psicólogo de bar nas horas vagas. Como um sociólogo, reconhece que a falta de vibração da torcida brasileira na arquibancada está relacionada à classe social dos que estão sentadinhos por lá.

“O que está acontecendo em todas as cidades em que o Brasil joga é que o povo não está lá. É a burguesia, que nunca foi ao estádio e tem dinheiro para comprar ingressos para a Copa. O povão mesmo ficou de fora. Por isso, tanta apatia”, lamenta Falcão.

Holandeses e Suárez são elogiados

Avesso à concentração, Falcão está admirado com a liberdade dos holandeses, um legado importante para o futebol. “Eles estiveram aqui em Fortaleza, deram volta em todos os cabarés e ganharam do México”, brinca.

O uruguaio Luisito Suárez foi outro que encantou Falcão, porque teria se inspirado no sucesso ‘I’m not dog no’, do cearense, para dar a mordida em Chiellini: “O Suárez se enquadra perfeitamente na música. Ele não é cachorro, mas dá suas mordidas.”

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