França e Alemanha fazem um clássico para a história do Maracanã

Palco máximo do futebol abre as portas para a rivalidade de duas potências europeias: vale vaga na semifinal

Por O Dia

Rio - Tão esgastada nos dias de hoje, a palavra clássico volta às origens e ganha roupagem retrô para o duelo entre França e Alemanha, às 13h. O palco não poderia ser outro senão um Maracanã em festa, ao completar 100 jogos de cara nova. Será a regularidade alemã, semifinalista dos últimos três mundiais, contra a imprevisibilidade da rival, campeã em 98 e eliminada na primeira fase em 2002. Uma dá adeus ao título e a outra pega o vencedor de Brasil x Colômbia. Mas as duas, juntas, escreverão hoje nova página de uma das maiores rivalidades do futebol.

O primeiro confronto entre as equipes ocorreu em 28 de junho de 1958, no Mundial da Suécia. Na disputa do terceiro lugar, os Bleus triunfaram por 6 a 3, com quatro gols de Just Fontaine. Fim honroso e valorizado.

No entanto, a rivalidade se acirrou após dois encontros na década de 1980. Depois de um emocionante 3 a 3 nas semifinais de 1982, na Espanha, o clássico foi decidido nos pênaltis. E os germânicos venceram por 5 a 4 a França de Platini. Na final, porém, perderam o título para a Itália. Quatro anos depois, no México, as seleções voltaram a se enfrentar por vaga na decisão: alemães 2 a 0, gols de Brehme e Völler. Mas derrota na decisão para a Argentina.

Benzema e Müller são os maiores destaques ofensivos de França e AlemanhaArte%3A O Dia Online

O passado de craques e partidas memoráveis inspira o presente. Que os alemães Özil e Müller conduzam a pátria tetracampeã diante de Pogba e Benzema. A expectativa é de um duelo memorável.

“Teremos que enfrentar a França no mesmo nível elevado. Jogar nesse estádio mítico é uma motivação a mais. Entraremos com toda a confiança no gramado”, decretou o comandante alemão Joachim Löw. “Não mostramos nosso melhor até agora”.

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Se a pressão do favoritismo encontra em cheio o time alemão, os franceses chegam às quartas de finais motivados com uma das melhores campanhas da primeira fase e se dizem tranquilos. A responsabilidade de um grande jogo só anima os Bleus.

“Fora o fato de estar numa partida de quartas de final, meu time não está sob pressão. Uma nova página será escrita e esperamos que seja gloriosa para nós”, afirmou o treinador Didier Deschamps, campeão mundial em 1998. “Fizemos uma boa Copa e teremos um grande oponente. A Alemanha está acostumada a esses jogos. Tem experiência. Mas vamos dar de tudo”, completou Deschamps.Que o presente faça jus ao passado e que França e Alemanha façam jogo para sempre.

ÖZIL E BENZEMA: CARINHO E RESPEITO PELAS REDES SOCIAIS

A cordialidade também é uma característica do confronto. Não à toa, Benzema e Özil trocaram mensagens amistosas numa rede social, ontem, e deixaram claro que a rivalidade fica só para os campos de futebol. Os dois jogaram juntos no Real Madrid e não se privaram de estreitar a amizade às vésperas da partida decisiva.

“Vejo você na sexta-feira, amigo Özil”, escreveu o atacante francês Benzema. Rapidamente, o alemão contou suas expectativas para o aguardado duelo no Maracanã. “Benzema, espero que seja um prazeroso clássico”, respondeu o meia do Arsenal. Por fim, Benzema acrescentou: “Özil, espero que seja uma grande celebração para o futebol”.

Também pelas redes sociais, os alemães estreitam os laços com os torcedores. Podolski, inclusive, procura postar coisas em português para agradar os brasileiros. Ontem, o atacante recebeu a visita do lateral André Santos e foi presenteado com uma camisa do Flamengo. A seleção mais rubro-negra da Copa ganha carinho antes da decisão.

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