Por rafael.arantes

Rio - Olarticoechea foi um dos coadjuvantes para que Maradona se transformasse no protagonista da campanha da Argentina na Copa de 86. Não se arrepende. Afinal, graças ao camisa 10, os hermanos brilharam no México e ergueram a taça. Vinte e oito anos após o título, o ex-jogador de River Plate, Boca Jrs, Racing e Argentino Jrs traz a glória do passado para o presente. Às vésperas de novo duelo contra a Bélgica, neste sábado, em Brasília, vive a expectativa de ver seu país novamente semifinalista de um Mundial, após 24 anos de espera.

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Olarticoechea%2C no detalhe%2C jogou com Maradona na Copa de 1986Reprodução Internet

Ele admite que os belgas deram trabalho na busca por uma vaga na final em gramados mexicanos. “A Bélgica tinha uma grande equipe, um ótimo goleiro (Pfaff) e só vencemos por 2 a 0 graças à genialidade de Maradona, que superou a forte marcação e fez os gols no fim daquela semifinal”, diz Olarticoechea, que estava com os ‘Diabos Vermelhos’ engasgados na garganta. Pudera: quatro anos antes, os belgas surpreenderam no jogo de abertura da Copa da Espanha, e venceram por 1 a 0 (gol de Vandenbergh).

“Não disputei o jogo de 1982, mas estava no grupo e fiquei frustrado. Nós éramos os campeões mundiais. Mas a Bélgica tinha uma boa equipe. Fez 1 a 0 e se fechou na defesa com maestria”, recorda Olarticoechea, que cita outro confronto para destacar a supremacia dos hermanos nos confrontos com os belgas: um amistoso em 1984, em Bruxelas, vencido pelos argentinos por 2 a 0 (gols de Trobbiani e Ruggeri).

Sobre o desafio deste sábado, no Mané Garrincha, Olarticoechea espera um jogo difícil, mas crê que Messi, assim como Maradona, em 1986, será decisivo. “O jogo será equilibrado. Não fazemos uma boa Copa, mas confio no talento de Messi. Ele vai incorporar Maradona e fazer a diferença”, frisa o ex-jogador, que não espera um jogo com muitos gols, como na Olimpíada de Amsterdã, em 1928, quando os argentinos fizeram 6 a 3.

“Não haverá goleada, nossa defesa não é das mais seguras, mas, com dois gols de Messi, vamos fazer 2 a 1 e nos manter na luta pelo tricampeonato. Vamos decidir a Copa com o Brasil”, prevê Olarticoechea, sem esquecer o triunfo sobre a Amarelinha no Mundial de 1990, na Itália. “Foi uma experiência única jogar aquela partida e eliminar o Brasil com gol de Caniggia”, provoca Olarticoechea, que foi a três Copas e teve o prazer de erguer a taça. Graças a Maradona.

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