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Alemanha adota mistério e sabe explorar sistemas táticos para vencer

Löw despista sobre formação que enfrentará o Brasil

Por fabio.klotz

Rio - Metódico e ansioso, Joachim Löw encontrou a formação ideal da Alemanha na vitória por 1 a 0 sobre a França, mas isso não o impede de surpreender e continuar inovando. Sua seleção, a que mais variou taticamente na Copa, prima pela versatilidade dos jogadores, em particular os do meio-campo. Mistérios que o Brasil terá de decifrar e combater na terça-feira, no Mineirão.

Joachim Löw ainda vai decidir como a Alemanha vai encarar o BrasilCarlos Moraes

Habilidosos e incansáveis, Khedira, Kroos e Schweinsteiger formam um triângulo móvel que confunde o adversário e trabalha a posse de bola. Müller, ora centralizado, ora pelo lado direito, dá opção ao treinador para a entrada de Klose. Lahm é o diferencial de quem vai do 4-3-3 ao 4-2-3-1, só reagrupando as peças, como em um tabuleiro. Variações que surpreenderam os EUA, na primeira fase, e confundiram a Argélia, nas oitavas. Diante da França, nas quartas, porém, o time encaixou com três atacantes, mas o mistério também faz parte do sistema tático empregado com esmero e trabalho. Contra o Brasil, Löw não revela nem sob tortura como sua equipe atuará.

“Não sei, vamos ver. Tenho que avaliar os lesionados, os cansados. Temos que colocar todas as forças e ver se eles se recuperam a tempo...”, despistou o comandante.

A "mágica" do treinador vem da repetição e do treinamento exaustivo. Boa parte do grupo alemão trabalha com ele há oito anos e isso facilita o entrosamento. Satisfeito com a resposta dos jogadores na última partida, Joachim Löw deve manter Lahm na lateral direita, com a opção de jogadas pelos lados. Mas isso dependerá de como caminhará a partida contra a seleção brasileira. Se algo não estiver bom, será tudo novo de novo e até no 4-1-4-1 ou 4-4-2 sua equipe pode atuar. Sem medo de erros.

“Os jogadores são informados das minhas ideias e reagem bem. Não tem novidade nenhuma para eles. Nossa força é a tática e conseguimos vitórias boas assim. Se jogamos assim, variando, é porque sei que sabemos e podemos”, sacramentou Löw.

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Enquanto a seleção brasileira teme a mudança, o novo atrai os alemães. Um pouco de consciência tática e disposição fazem toda a diferença.

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