Por pedro.logato

Minas Gerais - Os erros foram aparecendo desde o início e nem mesmo as vitórias nas fases anteriores conseguiam esconder as falhas da seleção brasileira. Ganhando no sufoco, sem convencer, o time de Luiz Felipe Scolari avançava na Copa do Mundo, mas também deixava os pontos fracos expostos, até sofrer a humilhante goleada de 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal de terça-feira, no Mineirão.

Nos pecados capitais da equipe de Felipão, o descontrole emocional ficou evidente logo no primeiro mata-mata, na disputa por pênaltis, nas oitavas de final, diante do Chile, quando a imagem do capitão Thiago Silva, isolado e sentado na bola, chamou a atenção de todos. O choro, que já era comum na hora do Hino Nacional, ganhou vez também na hora decisiva.

Seleção perde para a Alemanha e deixa o campo abaladaEfe

E foi assim, completamente desestabilizado, que o time não conseguiu reagir à perda de seu maior craque. A contusão de Neymar diante da Colômbia fez o grupo desabar, parecendo prever que o sonho do hexa estava perto do fim.

Na série de erros, a falta de trabalhos táticos era algo inexplicável. Foram 11 dias dos titulares sem treinar com bola desde o início do Mundial, no chamado ‘pijama training’. Na hora de substituir Neymar, a situação ficou mais evidente. Na véspera do duelo diante dos alemães, Felipão fez várias observações e só colocou Bernard, o seu escolhido, no fim da atividade. E justificou a ‘pegadinha’ sem nenhum constrangimento: o objetivo era despistar e esconder o jogo da imprensa, que supostamente daria as informações para os alemães.

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A Seleção ainda sofreu durante toda a Copa com a péssima fase de Fred e de Hulk, que irritaram a torcida. O time não tinha opções para o ataque, já que Jô, quando entrou diante o Chile, mostrou que não era a solução para os problemas ofensivos do time. E Bernard também não.

Faltou ainda um craque experiente, capaz de virar referência para um grupo em que a maioria dos jogadores nunca havia disputado um Mundial. Mas Felipão, sem mudar suas convicções, preferiu seguir agradecido aos campeões da Copa das Confederações. Ele se mostrou apegado aos jogadores que conquistaram o título em 2013, mesmo que alguns estivessem atravessando má fase.

O título do ano passado virou uma ilusão. O troféu deu tanta confiança, que a comissão técnica assumiu o discurso do favoritismo, com a garantia de que o hexa viria domingo, no Maracanã.

Mas, em meio a tantos erros, o título não passou de palavras soltas, de um sonho de uma comissão técnica que trabalhou mais nas coletivas do que no campo de jogo.

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