Rio - Não são os estádios, as obras de melhoria das estruturas das cidades nem a integração entre os povos. O maior legado que a Copa do Mundo deixa para o Brasil é o melhor futebol já visto. O país que mais vezes levantou a taça e que se considera o mais apaixonado pelo esporte foi presenteado com muitos gols e partidas fantásticas, que ficarão para sempre na memória dos amantes da bola.
O Mundial chamou a atenção, principalmente, pelo que aconteceu dentro de campo. E pela média de 2,69 gols por jogo, a maior desde 1994. Até hoje, a bola já balançou a rede 170 vezes, uma a menos que na França em 1998, edição com o maior número de gols.
Favoritos foram humilhados, zebras galoparam como manga-largas e quem se deu bem foi a Brazuca, tratada com o maior carinho. Ficou provado que o futebol evoluiu e tivemos em nosso quintal a Copa de melhor nível técnico de todos os tempos.
Impossível esquecer a goleada de 5 a 1 da Holanda sobre a Espanha logo na primeira rodada do Grupo B. Uma reedição da final de 2010, com a atual campeã sendo destronada sem piedade.
O Grupo D, considerado o da morte, deu vida a, até então desacreditada, Costa Rica. Ele começou com um jogão entre Inglaterra e Itália. A vitória de 2 a 1 dos italianos encheu os olhos de todos, mas de nada adiantou. As duas seleções morreram juntas na primeira fase. Os ingleses ainda participaram de outra partida marcante, contra o Uruguai. Novamente derrota por 2 a 1, em momento mágico de Suárez, autor dos dois gols.
Favorita no Grupo G, a Alemanha quase se complicou na segunda rodada. Gana chegou a virar o placar para 2 a 1, mas Klose entrou e empatou o jogo, alcançando Ronaldo com 15 gols em Copas. Outro jogaço!
As oitavas foram, sem dúvida, a melhor fase. Bélgica, EUA, Alemanha e Argélia provaram que 0 a 0 também pode ser empolgante. As duas partidas foram para a prorrogação e tiveram emoção de sobra. Os europeus saíram vitoriosos pelo mesmo placar: 2 a 1.
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A Argentina também precisou de prorrogação para passar pela Suíça por 1 a 0. Logo depois de marcar, quase sofreu o empate. Sorte que o Papa Francisco estava de plantão e colocou a trave para ajudar.
AULA DO FUTEBOL ALEMÃO
James Rodríguez deu show no Maracanã e eliminou o Uruguai com dois lindos gols. Os brasileiros viveram contra o Chile uma montanha russa de sentimentos desde o chute de Pinilla no travessão até o pênalti de Jara na trave.
Os alemães mostraram na semifinal que respeitar o adversário é fazer gols sem parar. Pobre do Brasil, que teve sua pior derrota da história e recebeu uma lição de bola em sua própria casa. Um 7 a 1 que transferiu para a Alemanha o título de ‘país do futebol’, pelo menos até o início da final.