Fifa revela que não vai dar detalhes da investigação do caso Qatar-2022

Anuncio de que a apuração que pode tirar do país o direito de sediar a Copa de 2022 será mantida em sigilo, faz crescer o descontentamento com a falta de transparência da entidade

Por O Dia

Rio - A Fifa confirmou ao site Around the Rings que o relatório conduzido por Michael Garcia, investigador chefe da entidade, acerca da possível compra de votos de Rússia e Qatar para ganharem o direito de sediar os Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente, não será tornado público.

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Michael Garcia, da Câmara de Investigação do Comitê de Ética da entidade, passou mais de 18 meses averiguando denuncias relativas a desvios éticos e compra de votos no processo de concessão das Copas de 2018 e 2022.

"De acordo com os artigos 28 e 36 do Código de Ética da Fifa, o relatório será entregue à câmara adjudicatória, mas apenas a decisão final da câmara será disponibilizada publicamente", afirmou Garcia.

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Durante o Congresso da Fifa que ocorreu no mês de junho em São Paulo, Garcia informou ter investigado todos os concorrentes e todos os membros da Fifa que votaram secretamente no processo de escolha das sedes, além de ter revisado milhares de documentos relacionados.

O relatório preparado por Garcia será encaminhado diretamente ao juiz Hans-Joachim Eckhart, do Comité de Ética da Fifa, que então aplicará as sanções cabíveis. Em comunicado, a Fifa informou que pretende divulgar até a primeira semana de setembro uma resposta para as acusações.

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