'Brasil tem muito a melhorar para a Copa', critica lateral uruguaio

Martín Cáceres fez críticas à organização e afirmou que serão necessárias muitas melhorias para que país se organize

Por O Dia

Salvador - Titular da seleção uruguaia na estreia pela Copa das Confederações, no último domingo, na derrota para a Espanha por 2 a 1, o lateral Martín Cáceres fez nesta quinta-feira críticas à organização da Copa das Confederações e afirmou que serão necessárias muitas melhorias para que o Brasil organize uma boa Copa do Mundo.

"Este é um torneio importante, mas para o Mundial certamente virá muita mais gente, porque em vez de oito serão 32 as seleções participantes, e me parece que o Brasil tem muito a melhorar para a Copa", considerou o jogador da Juventus em entrevista à Agência EFE.

"Acho que temos visto falhas de organização e de infraestrutura, com alguns campos de treinamento e também de mobilidade. Tomara que consigam solucioná-los porque o Mundial é a maior festa do futebol e todo jogador quer disputá-la e aproveitar o momento", acrescentou.

Na semana passada, a 'Celeste' não conseguiu treinar na quinta-feira no Recife, antes da estreia, contra a Espanha, devido às dificuldades de acesso ao CT do Sport. No dia seguinte, o grupo até se exercitou, mas encontrou vários problemas para chegar ao local.

"Tenho entendido que há muitas queixas à organização do torneio. Nós (os uruguaios) somos de nos queixar pouco e tentamos nos ajeitar com o que temos, mas as coisas não estão de tudo bem. Se o que aconteceu conosco acontece à seleção da Alemanha ou da Holanda, ainda estariam criticando, mas nós somos sul-americanos e tentamos encarar tudo com boa vontade", comparou.

Ao chegar a Salvador, a delegação uruguaia se deparou com uma greve dos funcionários do hotel escolhido pela Fifa para ser a base da 'Celeste'. "Eu estou de acordo com que todo mundo se manifeste, diga o que sente e pensa e defenda seus direitos. No entanto, para uma seleção do primeiro mundo seria impensável que te acordem na concentração às 8h com buzinas e megafones por reivindicações sindicais, como aconteceu conosco", lembrou.

"Está muito claro que durante um torneio como a Copa das Confederações qualquer protesto ganha grandes proporções. É uma questão de oportunidade", completou.

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