Por felippe.franco

Rio - Desde o dia 5 de julho de 1982, a relação no futebol entre Brasil e Itália não é mais a mesma. A derrota por 3 a 2 da nossa Seleção no Estádio Sarriá, na Copa da Espanha, transformou o pragmatismo e a marcação italianas numa tendência no lugar do futebol-arte brasileiro. Mesmo assim, a partir de 1982, os brasileiros viraram figurinha fácil na Itália e com mais transferências do que para outros dois grandes polos: Inglaterra e Espanha. A partir de 2010, os planetas da bola e econômico mudaram e o país das pizzas não é mais um dos principais mercados de craques, assim como o Brasil deixou de praticar o melhor futebol do mundo.

Hernanes é um dos craques da LazioCarlos Moraes / Agência O Dia

Mesmo com a crise econômica que assola a Europa, os clubes italianos são os que têm mais jogadores em campo na Copa das Confederações. No último Mundial, disputado na África do Sul, em 2010, oito jogadores brasileiros atuavam na Itália. Três anos depois, somente o volante Hernanes joga no país, defendendo a Lazio.

Na atual Copa das Confederações, são 34 jogadores de clubes italianos, contra 25 na Espanha e 18 na Inglaterra, país que jamais participou da competição, mas tem uma das ligas mais fortes.

Os tradicionais Milan, Internazionale, Roma e Juventus já não têm a força do dinheiro a seu lado e perdem jogadores para novos ricos de mercados tradicionalmente de menor importância, como a França e equipes que têm bilionários como mecenas, exemplos de Paris Saint-Germain, Manchester City, Chelsea e Monaco.

O último título da Liga dos Campeões veio na temporada 2009-2010, com a Inter de Milão. A Itália tem 12 conquistas na competição, uma a menos do que os espanhóis.

Entre os brasileiros que saíram há pouco do futebol italiano está o zagueiro Thiago Silva, que trocou o Milan pelo PSG por quase R$ 120 milhões e salários de mais de R$ 1,5 milhão mensais. Se jogadores de primeira linha deixaram o país de Balotelli, os dirigentes italianos descobriram um outro eldorado: o Japão. Só na seleção que disputou o torneio no Brasil são nove atuando por lá. Sinais de novo tempo, com futebol globalizado e no qual negócio e dinheiro importam mais do que a tradição.

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