Por rafael.arantes

Recife - O que resta acontecer aos uruguaios no Recife, nesta Copa das Confederações? Eles perderam um dia de treino no CT do Sport por causa da estrada castigada pela chuva, abriram mão do reconhecimento do estádio antes da estreia para evitar o desgaste e se atrasaram em uma hora para a atividade de anteontem no CT do Náutico, devido ao congestionamento e ao mau tempo e para a de ontem, na Arena Pernambuco, porque Forlán, Diego Pérez e Eguren ficaram presos no elevador. Com essa nuvem negra que paira sobre a Celeste Olímpica, só falta o time de Óscar Tabárez ser eliminado, neste domingo, às 16h, diante do Taiti, que sofreu 16 gols em dois jogos.

Apesar da maré de azar, Tabárez se mantém otimista, baseado numa análise realística do que é mais provável acontecer. O Uruguai só ficará fora da semifinal se for derrotado pelos taitianos, e a Nigéria vencer a Espanha. Para o treinador, o risco de isso acontecer é remoto. Por isso, ele nem se preocupa com o fato de o seu time precisar vencer por sete gols de diferença para não depender do outro jogo da chave.

"Não vamos nos desesperar e colocar esse peso em cima dos nossos jogadores. Acredito que a Espanha vá fazer o que tem que fazer. Está invicta há 24 jogos. Futebol é futebol, mas estamos falando do que é mais provável, estamos contando com isso. Há a possibilidade do empate que também nos favorece. Nosso objetivo é ganhar o jogo", disse Tabárez, que exime o grupo de qualquer culpa em caso de fracasso.

Tabarez quer time classificado para a semifinalReuters

"Já tive situação de ter que marcar gols, e a pior coisa que existe é pensar no terceiro antes do primeiro. Se as coisas que não dependem de nós não saírem como esperamos, a responsabilidade é toda minha, como por exemplo, se a Nigéria ganhar da Espanha", emendou.

A entrevista coletiva do Uruguai estava marcada para 14h30. Praticamente todo o grupo já estava no ônibus. Faltavam apenas Forlán, Diego Pérez e Eguren, além do preparador físico. As piadas iniciais sobre a impontualidade do grupo deram lugar à preocupação coletiva com a demora dos companheiros. Depois de tudo resolvido, Tabárez encara o causo com bom humor, mas não deixa de destilar seu veneno.

"Primeiro foi motivo de piada. O resto do grupo estava esperando no ônibus. Depois começamos a nos preocupar. Demorou muito, quase trinta minutos. Por sorte nada aconteceu. Só que não chegamos a tempo ao treino. A coletiva seria 14h30, mas ficou complicado e pedimos para fazer depois. As piadas continuaram, obviamente. A questão da impontualidade, essas coisas que se fala em grupo. É só mais uma historinha da nossa estada aqui no Brasil", disse Tabárez.

Diego Pérez, um dos que ficaram presos, descreveu o infortúnio, mas também não perdeu a esportiva e garantiu que não deixará de usar os elevadores do Mar Hotel.

"Ficamos presos meia hora, mas estávamos no chão, podíamos respirar, tinha luz. A porta saiu dos trilhos e ficamos presos. Mas estamos no sétimo andar, eu continuou acreditando nos elevadores. Ou então mudo de andar (risos)", brincou o volante.

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