Jogadores do último duelo entre Brasil e Espanha apostam em triunfo da Seleção

Equipe comandada por Telê Santana na Copa de 1986 venceu a Fúria por 1 a 0, mas caiu para a França nas quartas de final

Por O Dia

Rio - Quando Brasil e Espanha entrarem em campo no Maracanã na noite deste domingo, pela decisão da Copa das Confederações, se encontrarão pela sexta vez em partidas oficiais. Um duelo pouco repetido na história do futebol - sua última edição foi há 27 anos, na primeira rodada da Copa do Mundo de 1986, no México, e a seleção brasileira levou a melhor. Para este domingo, os jogadores que venceram a Fúria na ocasião falaram ao O DIA e apostaram em um confronto acirrado, mas com vitória da equipe de Luiz Felipe Scolari.

Comandando por Telê Santana pelo segundo Mundial seguido, o Brasil suou para conseguir a vitória por 1 a 0. O gol, marcado por Sócrates, ainda foi contestado pelos adversários, que viram impedimento na jogada. Pouco depois, os espanhóis tiveram um gol legítimo invalidado, aumentando a tensão da partida no Estádio Jalisco, em Guadalajara.

Sócrates comemora gol diante da Espanha na Copa do Mundo de 1986Arquivo / CBF

Paulo Roberto Falcão, ex-volante da Seleção, lembrou que o ataque era a principal arma da Fúria. "Foi um jogo muito complicado e o resultado mostrou isso. Dei um corte no zagueiro e o outro recuperou em seguido. Salinas era um bom jogador, fez a diferença", afirmou o treinador, que segue sem clube após a passagem pelo Bahia em 2012.

O meia Elzo, que hoje se dedica ao Instituto Elzo Tulio e à administração de uma linha de marcas de café que levam o nome de ex-jogadores da Seleção, falou sobre o quanto a ansiedade prejudicou o Brasil na partida, mas garante que a qualidade da equipe fez a diferença.

"Foi clima de estreia, um jogo muito nervoso, mas o Brasil começou a trabalhar a bola, e a Espanha tinha um time muito forte, mas nós tivemos o privéligo de vencer em uma jogada linda do Careca, gol do Sócrates. Não foi fácil, mas acabou prevalecendo o bom futebol da seleção brasileira", afirmou o ídolo do Atlético-MG.

Festa após eliminação em 1986

A Copa do Mundo de 1986 foi marcada pela queda da seleção brasileira nos pênaltis, contra a França, nas quartas de final do torneio. Para Elzo, o campeonato mundial não foi perdido por questões técnicas. "O Brasil foi bem treinado, tinha um esquema bem montado pelo Telê, mas infelizmente não conseguimos o título. O que faltou foi sorte. No jogo contra a França tivemos vários momentos para vencer o jogo, mas não conseguimos converter em gol", avaliou.

Saudoso, o ex-jogador lembrou que a chegada da equipe após a eliminação comprovou a capacidade da Seleção, que foi bem recebida no Brasil. "Chegamos com festa no aeroporto de São Paulo, fui homenageado em Minas. A única coisa que a gente fica chateado foi pela década de 1980, que não ganhou uma Copa do Mundo: eu, Zico, Sócrates, Cerezo, Edinho e vários outros não tivemos esse privilégio", lembrou Elzo.

Seleção brasileira foi eliminada nas quartas de final da Copa de 1986Arquivo

Com torcida ao lado, Brasil é favorito

A partida deste domingo tem ingredientes para se tornar histórica. Falcão destacou o entrosamento da seleção brasileira e lembrou do restrospecto da Fúria, que tremeu diante da Itália na semifinal da Copa das Confederações.

"O futebol surpreende muito, por isso que é tão legal. De repente a Espanha poderia até ter perdido para a Itália. Jogou bem, mas foi um jogo duro. Já a seleção brasileira está ganhando bastante consistencia, teve um tempo maior para treinar, amistosos importantes e tudo mais. Quando você tem um grupo qualificado, o que falta é treinar, ter esse tempo a mais", disse.

O ex-jogador, no entanto, demostrou inclinação à vitória do Brasil, que joga em meio ao bom momento de diversos atletas. "Entrosamento faz a diferença, e existem jogadores em ótimas fase como Neymar, Fred e Paulinho, que nos ajudam muito. Vai ser difícil para os dois, acho que é o tipo do jogo que dificilmente ficará 0 a 0. Não dá para cravar um placar certo, mas vai ser uma grande partida", afirmou Falcão.

Já Elzo, também rechaçando a possibilidade de um novo Maracanazo, vê como determinante o grande apoio da torcida nos estádios durante a competição. "As duas seleções são favoritas. A Espanha ja era pelo bom futebol. O Brasil se superou dentro da competição e se tornou forte. Acredito que vença pelo fator torcida e por estar conseguindo se manter", concluiu.

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