Brasil enfrenta a Espanha sob o peso da Amarelinha

Dona de cinco títulos mundiais, seleção brasileira não vai tremer diante da melhor seleção do planeta

Por O Dia

Rio - O complexo de vira-lata deu lugar ao orgulho de ser brasileiro. Diante da Espanha, considerada a melhor do planeta, o Brasil não tremerá. Ao contrário, entrará em campo com o objetivo de mostrar que a camisa amarela, com cinco títulos mundiais no peito, pesa toneladas a mais que a vermelha de sua rival, com um mundial apenas, bordado há três anos. Neste domingo, mais do que o título da Copa das Confederações, está em jogo o posto de país da bola.

Após a derrota para o Uruguai na Copa de 1950, no Maracanã, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues diagnosticou no brasileiro o complexo de vira-lata, uma tendência de se inferiorizar diante do resto do mundo. No novo Maracanã, Daniel Alves, que faz seu 70º jogo pela Seleção, evoca o pedigree de sua gente, pentacampeã mundial em campo e que fora dele, nos protestos pelo País, mostra que não quer mais ser tratada como cachorro pelas autoridades.

Daniel Alves em reconhecimento do Maracanã neste sábadoErnesto Carriço / Agência O Dia

“Sabemos que estamos diante da melhor seleção do mundo, mas você também defende a melhor seleção do mundo. Falta o passo final para apresentarmos a nossa candidatura ao Mundial de 2014. Do outro lado há respeito também. Não troco nenhum jogador do lado de lá pelos do lado de cá”, disse Daniel Alves, que há dez anos mora na Espanha.

“Dizem que ganhar no Barcelona é fácil, mas quando eu era criança na plantação de cebola (em Juazeiro, Bahia), acordava às 5h e trabalhava debaixo de sol, ninguém dizia que era fácil. As pessoas só olham o final, se esquecem do caminho. Aprendi que sou brasileiro com muito orgulho. É uma honra defender o meu País”, emendou.

Os companheiros de clube deixarão de ser seus amigos por 90 minutos. Daniel Alves diz que sofrerá uma amnésia temporária. Em campo, ele espera fazer valer a mística da camisa amarela. “Se o corpo não chegar, o coração tem que chegar”, ensina o lateral, convencido de que o orgulho de ser brasileiro pode dar o tetra à Seleção.

“Para ser campeão você tem que se achar o melhor. Se não for, faz de conta que é. Se entrar achando que o rival é melhor, já está 2 a 0 para os caras. O jogo é jogado, e o lambari é pescado”, filosofou.

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