Onze anos após o penta, Felipão comemora: 'O orgulho está de volta'

Treinador não vê a Espanha como favorita e diz que a seleção brasileira voltou a ter credibilidade com o torcedor

Por O Dia

Rio - Quis o destino que exatamente 11 anos depois o técnico da Seleção numa decisão fosse o mesmo que comandou-a na última grande conquista, o pentacampeonato mundial. Luiz Felipe Scolari rodou o mundo e retornou para resgatar a identificação do povo brasileiro com os jogadores que o representam. E conseguiu. Neste domingo, às 19h, diante de seus compatriotas no Maracanã, o treinador tem a chance de aumentar ainda mais a autoestima de sua equipe se vencer a Espanha e ficar com o título da Copa das Confederações.

Uma vitória sobre a melhor seleção da atualidade não servirá apenas para mostrar que o Brasil não será um mero anfitrião na Copa do ano que vem. Fará com que o esporte mais amado do País volte a ser motivo de orgulho.

Felipão comemora relação entre equipe do Brasil e a torcidaAndré Luiz Mello / Agência O Dia

“Com o título, nós mandamos, sim, uma mensagem para todo o mundo. Que vamos brigar com outras sete, oito seleções no ano que vem. Este era o nosso propósito quando começamos a Copa das Confederações, mas principalmente para o povo brasileiro, que é o que mais interessa”, disse Felipão.

Justamente pela reconquista do carinho da torcida brasileira, o comandante não considera que a Espanha, número 1 do ranking da Fifa, carregue um favoritismo logo mais.

“Não considero a Espanha favorita. Nos últimos seis anos, ela impôs seu futebol e venceu competições importantes. Eles levam alguma vantagem. Mas temos algo que é importante: voltamos a ter credibilidade com o nosso torcedor. Com força, podemos igualá-los e superá-los”.

Apesar de a data remeter à conquista do penta no Japão, Felipão não usará o título como motivação na preleção antes da partida. A intenção é valorizar o momento que a Seleção vive e seu futuro.

“Aquela conquista já passou, já foi. Quem criou esta nova situação e tem condições de mudar a história são eles (jogadores atuais). Vou focar no que eles fizeram e principalmente no que eles podem fazer. A Espanha é espetacular, mas tem defeitos como todas têm”, finalizou.

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