Por fabio.klotz
Publicado 31/05/2013 21:15 | Atualizado 01/06/2013 01:46

Rio - Conquistar o título do Novo Basquete Brasil (NBB), neste sábado, às 10h, na HSBC Arena, representa para o Flamengo mais do que a coroação da temporada. Vencer o Uberlândia e ser campeão também vai ser uma forma de homenagear o ídolo Oscar Schmidt, que trava uma batalha contra um câncer no cérebro.

Marquinhos e Robert Day%3A dois protagonistas da final do NBBArte%3A O Dia Online

"Ele é um ícone do basquete brasileiro, um cara que representou e se aposentou com a camisa do Flamengo. Ficamos chateados com esta história, mas tenho certeza de que ele vai dar volta por cima. Sendo campeão, vamos dedicar este título a ele", disse o ala-armador Duda.

Neste sábado, o Flamengo vai entrar em quadra com uma faixa de apoio ao Mão Santa com os seguintes dizeres: "Força, Oscar". Além disso, imagens da carreira de Oscar serão exibidas no ginásio.

Duda é uma das armas do Fla para levar o troféuDivulgação

Outro destaque do Fla, Marquinhos se inspira em Oscar, tanto que usa a camisa eternizada pelo ala na seleção brasileira.

"Ele é um vencedor e vai superar esta batalha. Na Seleção, visto a camisa 14 por causa dele e me inspiro nele", afirmou o ala, cestinha do NBB.

Técnico do Uberlândia, Hélio Rubens é mais um na torcida pela recuperação de Oscar.

Pai e filho em nova final%3A Hélio Rubens e Helinho buscam mais um títuloDivulgação

"Joguei com Oscar e ele foi meu jogador na seleção brasileira. É um dos melhores arremessadores que o basquete mundial já conheceu. Tenho convicção de que vai sair dessa", declarou.

RUBRO-NEGRO REFORÇADO E DESFALCADO

O Flamengo vai contar com Caio Torres na final do NBB. O clube conseguiu revogar a suspensão do atleta (o pivô levou um gancho do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do basquete pela confusão no jogo 4 da semifinal contra o São José).

"Fico feliz em poder ajudar o time. Quase não consegui dormir (de quinta para sexta). Quero agradecer o trabalho da diretoria e do jurídico do clube. Depois de jogar o ano inteiro, seria muito injusto não jogar a final, o principal jogo do ano. Estou feliz e quero ajudar ao máximo o time", disse Caio Torres.

Se ganhou o reforço de Caio Torres, o Flamengo não terá Vitor Benite. O ala-armador não se recuperou de uma lesão na coxa direita, sofrida no jogo 5 na série semifinal contra o São José, e está fora da final.

CRÍTICAS À FINAL EM JOGO ÚNICO

Pelo segundo ano consecutivo, a final do NBB vai ser disputada em jogo único para tentar alavancar o basquete com transmissão ao vivo de TV aberta. O modelo não agrada aos finalistas. Flamengo e Uberlândia entendem a opção da Liga de fazer a decisão em uma partida, mas não querem que o estilo continue.

Marquinhos%2C José Neto%2C Cássio Roque%2C Hélio Rubens e Robert Day divulgam a finalDivulgação

"Foi uma decisão em comum acordo. Com o crescimento da Liga, do basquete, não tenho dúvida de que em breve poderemos realizar uma final em três, cinco jogos", disse José Neto.

Comandante do Uberlândia, Hélio Rubens faz coro ao técnico do Flamengo e reforça o desejo de a final não ser mais em apenas um jogo.

"A final em jogo único é pelo momento do basquete. Espero que não aconteça mais. Não se detecta o melhor num jogo só. Espero que a Liga e os patrocinadores possam se acertar para termos uma final em uma melhor de cinco ou de sete jogos."

Presidente da Liga Nacional de Basquete, que organiza o NBB, Cássio Roque diz que é cedo para repensar o modelo.

"Vamos fazer uma avaliação nas próximas semanas, não apenas da final, mas do campeonato inteiro. Tivemos uma audiência boa (na final do NBB 4). Existe um movimento positivo em relação a patrocínio. O saldo é positivo", garante o presidente da LNB.

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