Por fabio.klotz

Rio - Sem Elias, Luiz Antonio, Leonardo Moura e Carlos Eduardo, o Flamengo expôs a sua fragilidade. Com elenco limitado, peças de reposição escassas e que não mantêm o nível das que saem, o Rubro-Negro não conseguiu jogar de igual para igual contra o Grêmio, que está no G-4 do Brasileirão. Mano Menezes deixou clara a sua insatisfação e admitiu que seu grupo não está no mesmo patamar dos melhores times da competição.

Mano ainda tenta achar a formação ideal para o FlamengoAndré Luiz Mello / Agência O Dia

“Você nunca vai me ouvir criticar publicamente um jogador meu. É possível fazer uma análise geral, chegar a uma conclusão de que ainda não temos equipe e nem um grupo no nível dos principais participantes do Brasileiro de Série A”, disse o treinador, que gostaria de ter poupado jogadores, mas não o fez por falta de opção.

“Se tivéssemos adiantados, com uma segunda equipe definida, certamente usaríamos ela (contra o Grêmio). Nós saímos desgastados na quarta (contra o Cruzeiro), foi duro, defendemos muito, um jogo eliminatório. Individualmente não tenho nada para reclamar dos jogadores do Flamengo”, emendou.

Ciente das limitações do grupo, Mano defende os seus comandados e tenta lhes dar confiança. O treinador reitera o discurso de sua chegada, quando disse que havia encontrado um elenco com capacidade. O importante agora é juntar forças para o duelo decisivo de quarta-feira, contra o Cruzeiro, no Maracanã, na partida de volta pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Uma vitória por 1 a 0 basta ao Rubro-Negro.

“Eu não tenho por hábito falar em cima de um jogo, acho que todos estamos sempre da pior maneira para fazer uma análise mais justa. Prefiro fazer isso no treinamento segunda. Até lá todos vamos raciocinar melhor. Não é hora de destruir, porque estamos passando por dificuldades, temos um jogo decisivo na quarta, vamos precisar estar fortes para tentar passar”, concluiu Mano.

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