Por pedro.logato

Rio - A 11 pontos do G-4 e a três da zona de rebaixamento, fica bem claro qual é a luta do Flamengo no Brasileiro: contra a queda para a Série B. Faltam duas rodadas para o fim do primeiro turno. Há quatro jogos o time não vence e quando parece que vai embalar — como depois da classificação heroica na Copa do Brasil diante do Cruzeiro —, o jogo seguinte vem como um balde de água bem gelada. O goleiro Felipe, mesmo com visão privilegiada lá de trás, não encontra uma explicação certa, mas liga o alerta.

Felipe quer vitória no duelo desta quarta-feiraAndré Mourão / Agência O Dia

“A gente não entende. Todo mundo esperava uma partida melhor depois do jogo contra o Cruzeiro. A gente queria transmitir isso para o Brasileiro. O problema não é perder, mas a forma como foi. Fico triste, desanimado”, disse Felipe, que, no entanto, pede um voto de confiança da torcida para o jogo de amanhã, contra o Vitória, no Maracanã:

“Tem que provar na quarta-feira que o Flamengo não é esse que perdeu para o Corinthians. Quero chamar o torcedor. Sei que o momento é complicado, mas se ele nos abandonar, ficará mais complicado ainda. Quero pedir para ele apoiar como contra o Cruzeiro porque graças a ele conseguimos a vitória”.

Se o Flamengo perder para o Vitória, pode entrar na zona de rebaixamento, caso Fluminense e Portuguesa derrotem Atlético-MG e Ponte Preta, respectivamente. Por isso, Felipe não esconde a sua preocupação com o risco de rebaixamento, embora ressalte que o time tem condições de dar a volta por cima.

“Tem que pensar (no rebaixamento). Incomoda. Estamos a três pontos da Portuguesa. Temos que vencer o Vitória para dar uma respirada. Depois temos que vencer três, quatro, cinco seguidas para ver o que vamos querer do campeonato”, afirmou o camisa 1, que deu a receita para fugir da degola.

“Contra Vasco, Atlético Mineiro, Fluminense e Cruzeiro foram partidas em que tinham sete, oito jogadores rendendo. Quando são só três, é diferente. Oito carregam três, mas três não carregam oito. Tem que ter regularidade e jogar no limite. Ter uma cara. O adversário tem que saber que é esse Flamengo que eles vão enfrentar”, concluiu.

Você pode gostar