Por pedro.logato

Rio - Uma lista que reúne mais fracassos do que sucessos. Entre os 59 estrangeiros que já vestiram a camisa do Flamengo, poucos sobrevivem na memória da torcida. Contra o Boavista, nesta quarta, às 17h, em Moça Bonita, Lucas Mugni será o 60º gringo a envergar o manto sagrado. O meia sonha em fazer história no clube e, para isso, tem bons exemplos de outros argentinos que conseguiram virar ídolos da maior torcida do planeta.

Mugni fará sua estreia pelo FlamengoMárcio Mercante / Agência O Dia

Mugni será o 25º argentino a defender o Flamengo. Doval, com 92 gols em 263 jogos disputados, é o artilheiro entre os estrangeiros, seguido pelo paraguaio Benitez (76) e o sérvio Petkovic (57), e o terceiro em número de jogos disputados, atrás dos paraguaios Bria (369) e Garcia (276). O atacante foi campeão carioca em 1972 e 1974 e deixou saudade quando trocou a Gávea pelas Laranjeiras, para também brilhar no Fluminense.

Outro argentino a marcar época no Fla foi Carlos Martín Volante, que conquistou os cariocas de 1939, 1942 e 1943. Seu estilo de jogo fez tanto sucesso no Brasil que seu sobrenome virou nome da função em campo.

O gol do primeiro tricampeonato carioca do Flamengo (1942/43/44) foi marcado pelo argentino Valido. O ídolo, campeão carioca em 1939, 1942 e 1944, recebeu homenagem póstuma nos últimos dois jogos do time, pelo centenário de seu nascimento.

O goleiro Fillol fez apenas 71 jogos pelo Flamengo e conquistou somente uma Taça Guanabara, em 1984, mas também conseguiu lugar cativo no coração da torcida.

Mas nem todos os argentinos conquistaram a nação. Bottinelli, embora tenha defendido o Rubro-Negro em 90 partidas, Maxi Biancucchi e Mancuso não marcaram seus nomes na história do clube. Outros, como Sambueza e Colace, estão condenados ao esquecimento. Os dados são do Flapedia, hospedado no site oficial do clube.

Mesmo ansioso, meta é começar a fazer história

Lucas Mugni, aos poucos, tenta se adaptar. Sobre a pressão de jogar no Flamengo ele já tinha ouvido falar, mas expressões do dia a dia ainda lhe causam estranheza. Perguntado se sentia rio na barriga pela estreia, ficou confuso.

“O que é isso? (risos) Tenho sim. Estou ansioso para esse jogo. Na Argentina falava-se muito do Flamengo e da Nação, mas tento ficar concentrado”, disse.

Nesta quarta, os torcedores vão conhecer seu estilo de jogo. Mas ele já adianta com uma autoavaliação:

“Sou um jogador que gosta de jogar, de ter a bola no pé sempre. Quero chegar fazendo história, tenho uma linda oportunidade no Flamengo. Eu e Léo somos dois estreantes, acho que vamos jogar bem. Ele é muito bom, tanto na defesa quanto no ataque. Faz os dois com qualidade.”

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