Por pedro.logato

Rio - No lugar da barba por fazer e do abatimento, sorrisos. Em vez das respostas curtas, a simpatia de quem parece estar de bem com a vida. O Jayme de Almeida de ontem em nada lembrava o da sexta-feira da semana passada, quando o treinador deixava transparecer sua tensão com a falta de resultados. A vitória por 4 a 2, de virada, sobre o Palmeiras, no último domingo, aliviou a pressão, e a expectativa de um Fla-Flu dá novo ânimo. Mas a alegria do técnico rubro-negro tem outra origem, sua mãe Elvira.

“Dona Elvira faz nesta sexta 90 anos. Vou ao Leblon. Lá é minha casa, né? Nasci lá. Vou lá tomar uma cervejinha. Ela está bem de saúde, só com um pouco de dificuldade para andar, usa um andador. Pena que não faz mais comida. Era muito boa nisso”, disse o treinador, espontaneamente, antes mesmo do início da entrevista coletiva, com um sorriso de criança, do alto de seus 61 anos.

Jayme melhorou humor nesta semanaAlexandre Brum / Agência O Dia

“É a história da minha vida. Estou muito feliz. Mãe é mãe. Está meio cansadinha, mas com a saúde legal e lúcida”, emendou

No cardápio do jantar em horário de lanche, a estrela é a culinária mineira, que costumava ser a especialidade da aniversariante, hoje longe do fogão. Assim como a comida e a saúde da mãe, sempre capazes de lhe devolver o bom humor, o clima de Fla-Flu também motiva Jayme. Perguntado sobre a mudança de semblante de uma sexta-feira para outra, o treinador dá risada antes de se explicar.

“Ninguém é igual sempre. Às vezes a gente fica meio para baixo. Nesta sexta estou num dia legal, é aniversário da minha mãe, estou com um bom astral. E o Fla-Flu é um clássico fantástico, um dos melhores que eu pude jogar” afirmou Jayme.

Para o sorriso não voltar a se fechar, o Flamengo precisa vencer. O resultado na última rodada controlou o fogo, mas ainda há o rescaldo. E um resultado negativo no Fla-Flu pode jogar gasolina na Gávea.

Virada sobre o Verdão vira referência

O segundo tempo do Flamengo contra o Palmeiras virou referência para o técnico Jayme de Almeida. Segundo o treinador, a reação do Rubro-Negra, que foi para o intervalo com o placar adverso de 2 a 1 e virou para 4 a 2 no segundo tempo, provou que o time pode fazer uma boa campanha no Brasileiro. O técnico não concorda com quem insiste em dizer que o elenco tricolor é superior ao dirigido por ele.

“O Fluminense tem jogadores mais famosos, consagrados, mas um grupo que ganhou a Copa do Brasil e o Carioca não pode ser tão fácil. Vamos jogar de igual para igual”, disse Jayme, que escalará o meio-campo com Cáceres, Márcio Araújo, Luiz Antonio e Lucas Mugni. Léo Moura volta na lateral direita.

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