Por rodrigo.hang

Rio - Wallim Vasconcellos explicou, nesta segunda-feira, por que pediu demissão do cargo de vice-presidente de futebol do Flamengo. O dirigente deixou a pasta após a derrota sofrida para o Cruzeiro, domingo, pelo Brasileiro. Porém, Wallim declarou que o momento conturbado em nada influenciou na decisão de sair do cargo.

Wallim fez duras críticas à apatia do time do Flamengo no jogo contra o Cruzeiro, no último domingoDivulgação

"Meu compromisso com o (presidente) Eduardo (Bandeira de Mello) era até o fim de 2013. Eu ia sair, mas ele pediu para eu ficar porque tínhamos sido campeões da Copa do Brasil e tínhamos uma Libertadores pela frente. Decidi ficar até o fim da Libertadores. Vencemos o Carioca e infelizmente fomos eliminados da Libertadores. O Eduardo disse que não tinha ninguém para o meu lugar e pediu para eu continuar", revelou Wallim, que explicou os motivos de ter decidido não dar mais continuidade ao trabalho no Flamengo.

"Estou me dedicando mais ao futebol do que eu deveria. Isso está atrapalhando minha carreira profissional, gerando problemas entre os meus sócios. Também quero ter mais tempo para ficar com a família. Se pudesse avaliar estes 18 meses à frente do Flamengo, acho que tive mais acertos do que erros, mais sucesso do que fracasso", avaliou o dirigente.

Wallim Vasconcelos não poupou críticas ao comportamento dos jogadores do Flamengo. O dirigente não escondeu a insatisfação com a apatia dos jogadores na derrota para o Cruzeiro, principalmente no primeiro tempo, etapa em que o Rubro-Negro sofreu os três gols do jogo. Para o ex-vice presidente de futebol, os atletas que não quiserem continuar no clube podem sair.

"Ontem (domingo) fiquei muito revoltado com o primeiro tempo contra o Cruzeiro. Poucas vezes nos últimos anos vi um time tão sem atitude e sem compromisso. Não tem motivo para os jogadores terem aquele comportamento observado ontem. Volto a reforçar que não acho o nosso elenco muito pior do que muitos que estão aí, é equivalente ao da maioria. Para ficar no Flamengo tem de suar a camisa e não ficar passeando dentro de campo para levar o passeio que levamos ontem. Perder faz parte do esporte, mas não desta maneira como aconteceu contra o Cruzeiro", finalizou.

O dirigente disse que, mesmo longe do cargo, vai seguir colaborando com o trabalho da diretoria e pediu apoio dos torcedores rubro-negros neste momento turbulento.

"Não vou me afastar do Flamengo. Vou seguir colaborando com a administração. Vou continuar próximo. O grupo é unido e nós vamos levar este projeto do Flamengo adiante. Eu peço para a torcida continuar acreditando", comentou.

Wallim é um dos principais nomes da diretoria. Ele seria candidato a presidente, mas foi impugnado por questões estatutárias. Por isso foi deslocado para a pasta de futebol, na qual permaneceu de janeiro de 2013 até domingo.

"Se eu tivesse me candidatado e fosse eleito estaria frito. Teria de cumprir os três anos, não teria jeito. Aquela impugnação foi o melhor para mim", concluiu.

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