Por pedro.logato

Rio - Se as obras do CT do Ninho do Urubu voltaram a caminhar, mesmo que em ritmo lento, o futebol rubro-negro continua parado na crise. Na última colocação do Brasileiro, após a derrota para a Chapecoense, o Flamengo volta à realidade nada agradável: crise financeira que não dá nenhuma perspectiva de contratações para reforçar o elenco que patina e não consegue jogar bem.

Sem parceiros dispostos a bancar parte do salário de Robinho (R$ 900 mil), o Flamengo não conseguiu contratar o atacante, que é mais uma negociação que não andou. O clube está com dificuldade de encontrar jogadores dispostos a aceitar salários mais baixos e tem fracassado nos nomes que procura, como Bolaños, meia da Costa Rica, e Nilmar, que não ficará no El Jaish, do Catar, ambos com pedida salarial muito alta.

Viatura do Bope marcou presença no NinhoAndré Mourão

Para completar, a diretoria se viu obrigada a vender Hernane, mesmo com o time com dificuldade de fazer gols, para aliviar o caixa. O artilheiro do futebol brasileiro em 2013, com 36 gols, esteve ontem no CT para resolver os últimos detalhes da saída e foi liberado para viajar e fazer os exames médicos no Al Nassr. O Rubro-Negro vai receber quase R$ 7 milhões.

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Sem solução a curto prazo, a ponto de depender de doações de torcedores — foram arrecadados R$ 78,5 mil para contratações e mais de R$ 200 mil para pagamento de dívidas federais —, o Flamengo se vê obrigado a apostar no elenco, que vem sendo reformulado, com a saída de medalhões (André Santos e Elano ainda negociam as rescisões), e no trabalho de Vanderlei Luxemburgo para se livrar do rebaixamento.

“Os jogos que fizemos não foram bons, mas estamos evoluindo. A atitude já mudamos, só falta conseguir o resultado. Se virão reforços não sabemos. O elenco é competente, mas não estamos numa boa fase ”, avaliou Luiz Antonio, que garantiu:

“O Flamengo não vai cair, falta muito campeonato. Mas temos que sair dessa situação logo. Quanto mais demorar, mais complicado fica.”

Bope ‘faz operação’ à procura de Samir

Apesar da lanterna, a volta aos treinos foi calma, sem protesto da torcida. Mesmo assim, chamou a atenção uma viatura do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Ninho do Urubu, com policiais portando fuzis.

Eles não estavam fazendo segurança de ninguém, só queriam falar com Samir. Segundo os policiais, eles desejavam convidar o zagueiro para uma festa de Dia dos Pais. Mas funcionários do clube disseram que eles estavam no local para pegar camisas prometidas pelo jogador, que conheceria um dos integrantes do Bope.

Apesar de esperarem desde o início do treino do lado de fora, os policiais foram embora antes de Samir deixar o CT por causa da repercussão.

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