Flamengo prova o próprio veneno da 'casinha fechada'

Rubro-Negro encara o Corinthians e tenta se distanciar do Z-4

Por fabio.klotz

Eduardo da Silva garante que time não mudará a postura após as duas derrotasVitor Machado

Rio - Faltou ao Flamengo o antídoto contra o próprio veneno. Nas derrotas para Grêmio e Goiás, times que fecharam a casinha, o Rubro-Negro, acostumado a se trancar na defesa, teve terreno para cercar seus adversários. Mas, sem a vigilância necessária, “deu ladrão”, como costuma brincar o técnico Vanderlei Luxemburgo.

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O Corinthians de Mano Menezes também sabe passar o cadeado no portão e jogar com paciência. Mas, como está na briga por uma vaga na Libertadores, aos poucos adota postura mais ofensiva. Se vier para cima do Flamengo, domingo, no Maracanã, vai deixar os donos da casa à vontade para atuar como gostam: no contra-ataque.

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“A gente não merecia as duas derrotas pelo modo que jogamos, mas faz parte do futebol. Os times estão jogando por uma bola, isso aconteceu nos dois últimos jogos”, analisou Eduardo da Silva.

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Para Wallace, de tanto usar a tática da casinha fechada, o Flamengo deu a planta aos rivais, que aprenderam como furar o sistema de segurança rubro-negro: “Criou-se uma expectativa em cima do crescimento do Flamengo. Mas como o Vanderlei diz, temos que sair da confusão pouco a pouco. É voltar a vencer. Os times observaram como a gente vinha jogando e estão nos neutralizando.”

A nove pontos do G-4 e a cinco da zona de rebaixamento, o Flamengo é empurrado pela matemática à briga na parte inferior da tabela. Eduardo da Silva, no entanto, evita olhar para baixo, a fim de não perder o equilíbrio.

“Nosso pensamento é continuar com a característica de antes, desses últimos oito jogos, tratando cada confronto como se fosse uma final. Contra o Corinthians, será a mesma coisa. Não estamos pensando na zona de rebaixamento nem no G-4. Ainda há muitos jogos e queremos ficar encostados na parte de cima para não deixar fugir quem já está no G-4.”

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