Por pedro.logato

Rio - Uma das maiores rivalidades do futebol nacional, surgida na década de 80 e que esteve adormecida, volta a ficar em alta na semifinal da Copa do Brasil. Acostumados a jogos decisivos de mata-mata nos áureos tempos dos ídolos Zico e Reinaldo, Flamengo e Atlético-MG revivem os bons momentos hoje, às 22h, no Maracanã, em busca de vaga na final.

Se o Flamengo tenta o décimo título nacional, tudo começou em 1980, na primeira conquista de Brasileiro, contra o Atlético-MG. Personagens daquela final (1 a 0 para o Galo no Mineirão e 3 a 2 para o Fla no Maracanã), Nunes e Reinaldo se reencontraram ontem no Rio. Na decisão, cada um fez dois gols, mas o rubro-negro saiu como herói ao marcar o do título.

Flamengo enfrenta o Atlético-MG no MaracanãAndré Mourão

“Aquele jogo foi fundamental para a história do Flamengo. Se não ganhássemos o Brasileiro, não venceríamos a Libertadores e o Mundial. Foi o início de tudo e também da grande rivalidade”, recorda Nunes, que aposta em nova vitória hoje. “Vamos fritar o Galo aqui no Maraca.”

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“Não ganhamos, mas foi a grande decisão do futebol brasileiro. O Maracanã estava lindo, tinha umas duzentas mil pessoas, gente pendurada até no lustre”, brinca Reinaldo, confiante em triunfo do Galo. “Acho que será por um a zero”, arrisca.

Depois do histórico confronto, veio a Libertadores de 1981, o mais polêmico de todos os duelos, com jogo extra para definir o classificado no grupo. O Fla ficou com a vaga num empate em 0 a 0 em jogo que durou menos de 40 minutos, já que o Galo teve cinco jogadores expulsos. O que revolta os mineiros até hoje.
Ainda houve outros confrontos em semifinal (1987) e oitavas (1986) de Brasileiros e longo período sem decisões, até as quartas da Copa do Brasil de 2006.

A vantagem no mata-mata é rubro-negra, com quatro vitórias e uma eliminação (em 86). Retrospecto que faz a rivalidade ser bem maior por parte dos atleticanos. O que não quer dizer que os flamenguistas também não a levem a sério. “A rivalidade era mais forte anos atrás, mas hoje ainda existe. As pessoas dentro do clube nos têm passado isso”, disse o lateral-esquerdo João Paulo.

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