Por pedro.logato

Rio - Em uma semifinal de Copa do Brasil, fazer mistério pode ganhar jogo. É verdade que Vanderlei Luxemburgo já gosta normalmente de manter em segredo as escalações de seus times para tentar ludibriar os rivais, mas, desta vez, o sigilo não é à toa. Certo apenas que o capitão Léo Moura está fora da partida. Os meia-atacantes Everton e Gabriel viajaram para Belo Horizonte, com o segundo tendo mais chances de estar em campo, nesta quarta, às 22h, contra o Atlético-MG, no Mineirão.

Flamengo enfrenta o Galo em Belo HorizonteMárcio Mercante

“O professor Luxa ainda não disse quem joga. Só amanhã (quarta) vamos descobrir quem vai a campo ou não. Até agora não sabemos”, afirmou Nixon, cotado para jogar no ataque com Eduardo da Silva, caso Everton e Gabriel não se recuperem.Enquanto os titulares participaram de leve trabalho com Luxemburgo, Everton e Gabriel fizeram testes com o preparador físico Antônio Mello e depois deram uma corrida ao redor do campo.

Caso não possa contar com os dois, o treinador tem duas opções. Se quiser o time mais defensivo, pode escalar Luiz Antonio, recuperado de um problema no ombro, para fechar o meio-campo. Assim, Nixon e Eduardo da Silva atuariam mais à frente. Se puder colocar Gabriel ou Everton, Luxa deve escalar um time mais veloz, com o trio Gabriel (Everton), Nixon e Eduardo da Silva. Na defesa, Chicão, Wallace e Samir lutam por duas vagas, mas os dois últimos, por serem mais velozes, devem ser os escolhidos do treinador. Na lateral-direita, Léo assume o lugar de Léo Moura. Na esquerda, volta João Paulo.

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Muitas dúvidas que não tiram a confiança do zagueiro Wallace. Ele admite que o time mineiro é mais técnico do que o Flamengo, porém não vê tanta diferença entre os jogadores.

“Eu discordo quanto a terem mais estrelas. Eles só têm uma: o Diego Tardelli, que é jogador de seleção brasileira. Fora isso, não tem muita discrepância. O que vai contar é a vontade na hora do vamos ver para saber quem fica com a vaga”, minimizou o zagueiro.

Se tivesse todos os titulares à disposição, Luxemburgo já não revelaria o time que levaria a campo hoje, como deixou claro logo após a vitória sobre a Chapecoense: “Se eu falar tudo o que vou fazer, vai ser legal para o Levir (Culpi, treinador do Atlético-MG). Ele vai se preparar para isso e aquilo”, brincou.

Para Wallace, Corinthians serve de lição

A passagem de Wallace pelo Corinthians não foi marcante. Com algumas lesões e frequentemente no banco de reservas, o zagueiro saiu de São Paulo para ser o xerife da zaga rubro-negra. O camisa 14 citou o ex-clube para mostrar o que o Flamengo precisa fazer hoje no Mineirão.

“É só não fazer o que o Corinthians fez lá”, disse, referindo-se à derrota de 4 a 1 sofrida pelos paulistas no Mineirão, após vencerem o primeiro jogo por 2 a 0, em São Paulo.

“Temos de usar a vantagem da melhor maneira possível, mas também precisamos atacar para não passarmos sufoco e fazer o melhor para ficarmos com a vaga”, afirmou Wallace.

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