No dia do aniversário, Mugni sonha alto e pede presente ideal para o Flamengo

Argentino mira título do Brasileiro e mostra confiança para a temporada: 'Não mostrei nem 50% das minhas qualidades'

Por O Dia

São Paulo - Se Lucas Mugni ainda não conquistou a torcida do Flamengo, pelo menos já se mostra em sintonia com a grandeza do clube. Nesta segunda-feira, quando completa 23 anos, o meia sonha alto, como costuma fazer a Nação. Na hora de pedir um presente para esta temporada, escolheu o hepta, obsessão de 10 entre 10 rubro-negros.

Mugni completa 23 anos e quer título como presenteUanderson Fernandes

"Quero ser campeão do Brasileirão, que é o mais importante. Vamos trabalhar para isso. Esse seria o melhor presente, mas primeiro vamos trabalhar para fazer um bom Carioca. Depois vamos ver jogo a jogo", disse o argentino.

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Mugni foi mais uma aposta para a camisa 10 que, a princípio, não vingou. Vindo do Colón de Santa Fé, sentiu o baque de deixar sua cidade natal pela primeira vez e se mudar para outro país. Há quase um ano no Flamengo, ele se sente mais maduro e espera conseguir corresponder à expectativa criada à época de sua contratação, por US$ 1,25 milhão (R$ 3,3 milhões) e vínculo de quatro anos.

"O ano passado pode não ter sido como eu esperava, mas foi muito bom para mim. Já estou acostumado ao futebol brasileiro. Tenho certeza de que não mostrei nem 50% das minhas qualidades, mas pude me acostumar ao futebol daqui, muito mais rápido do que o da Argentina", afirmou o jogador, que revela ter tido dificuldade para driblar a distância de casa.

"É a primeira vez que vivo longe da família. Quando vão passando os dias, bate a saudade, é difícl. Agora, depois das férias, já estou bem, mais tranquilo, com vontade de jogar, de ir para a concentração. No ano passado era um peso isso, eu ficava com muita saudade. Hoje, estou aguardando isso tudo feliz, querendo jogar."

Se a temporada oferece desafio, esta segunda-feira é de festa. Além de Mugni, Paulo Victor também faz aniversário. O goleiro completa 28 anos. O meia argentino, que se descreve como tímido, comemorou a coincidência que dividiu o foco das brincadeiras por parte do grupo.

A época do ano parece ingrata. Aniversário em casa, só quando parar de jogar. Mas Mugni garante que prefere assim. Com tantas viagens e concentrações durante o ano, o elenco rubro-negro se transformou na sua segunda família.

"Aqui e na Argentina estamos sempre em pré-temporada. Até gosto. Passo mais tempo com os meus companheiros do que com a família. Então o aniversário é só mais um dia que passo com eles".

A vontade de jogar faz Mugni se colocar à disposição para várias funções. Além de meia, ele afirma ser capaz de atuar como volante e atacante. E, em tom de brincadeira, diz que quebraria um galho na zaga e até no gol. Mas isso não significa que ele tema a concorrência com Arthur Maia, recém-contratado, ou com qualquer outro que possa chegar.

"É time grande. Se quero ficar tranquilo, fico em casa. Sei que vai ter contratação para a minha posição e para outras. Tenho que saber do meu potencial. Quem chegar, vou ajudar. O Arthur Maia é muito bom jogador, um cara bom. Vou ajudá-lo, treinar e brigar por essa vaga."