Marcelo Cirino toma gosto pelo gol

Acostumado a servir, atacante sonha em ser principal goleador do Carioca

Por O Dia

Rio - Atacante tem que gostar de gol, costuma dizer Vanderlei Luxemburgo. O mantra parece ter sido assimilado por Marcelo Cirino. Deslocado para mais perto do gol pelo treinador, o camisa 7 chegou ao quarto gol em cinco rodadas do Campeonato Carioca. O aperitivo parece que lhe abriu o apetite. Acostumado a trabalhar como garçom, ele agora quer sentar-se à mesa dos goleadores e se empanturrar. A fome é tanta que o jogador já sonha com a artilharia da competição.

Marcelo Cirino já tem quatro gols no EstadualBruno de Lima

“Não vinha atuando nessa posição, mas é uma função que venho trabalhando para me adaptar. Espero que continue assim. E não costumo brigar pela artilharia. Espero continuar e, sim, ser o artilheiro do campeonato”, disse.

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A mudança na dieta foi radical. Antes, parecia haver restrição a gols em excesso. Em 2014, Marcelo Cirino disputou 39 jogos pelo Atlético-PR e balançou as redes apenas seis vezes.
No Flamengo Nixon tem sido seu principal garçom. Dos quatro gols marcados por Marcelo Cirino, dois vieram de assistências do camisa 29. Além disso, Everton, que era seu companheiro de Atlético-PR, sabe a receita de como o novo artilheiro gosta de receber a bola.

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“Meu forte foi sempre o passe para gol, mas agora nessa nova posição estou me adaptando a fazer gols, sempre em prol da equipe”, explicou o atacante, que está cada vez mais à vontade na nova função: “No Atlético o Everton jogava por um lado e eu pelo outro. Jogávamos em função do Éderson. Hoje ele joga mais em função de mim, mas a parceria é a mesma e espero que essa parceria dê certo como deu no Atlético-PR.”

Além de ter mudado seu posicionamento em campo, Marcelo Cirino tem treinador finalização à exaustão.

CAMISA 7 AINDA TEM A EVOLUIR PARA LUXA

Vanderlei Luxemburgo mudou o posicionamento de Marcelo Cirino, mas explica que o atacante não joga de centroavante. Quinta-feira, por exemplo, em muitos momentos aparecia pelo lado direito, numa troca de posição com Nixon. A ideia é aproximar o camisa 7 do gol, sem engessá-lo. O treinador se mostra satisfeito com a evolução da principal contratação do clube para este ano. Ressalta, porém, que há muito ainda para melhorar:

“Ele vai ter que a cada dia cavucar minhoca em barro duro para ver se consegue uma para pescar. Está se adaptando. Criou situações (quinta-feira, na vitória sobre o Boavista) onde eu quero que ele esteja criando. E tem gente que vive achando que ele é centroavante. É atacante solto. São muitos jogos pra se adaptar, mas a tendência é evoluir.