Luxemburgo vai à guerra pelo Flamengo

Técnico ironiza fato de o dirigente do Vasco sentar na cadeira do presidente da Ferj durante Arbitral

Por O Dia

Rio - A rivalidade entre Flamengo e Vasco se acirrou com a volta de Eurico Miranda ao cenário do futebol carioca. A guerra política dos bastidores, que une Fla e Flu contra a Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj) e o clube de São Januário, terá amanhã, no Maracanã, uma batalha no campo onde o futebol deve ser resolvido: dentro das quatro linhas. Nesta sexta, Vanderlei Luxemburgo, atirou contra a relação entre Eurico e Rubens Lopes, presidente da Ferj.

“O que não faz parte é o presidente do Vasco estar sentado na cadeira do presidente da Federação em algum momento”, disse.

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Se Vanderlei encontra tempo e disposição para apresentar as suas armas nos bastidores, em campo, também não esconde o jogo. Ontem, diferentemente do que tem sido rotina no Ninho do Urubu, o treinador confirmou o time, que terá a volta de Samir.

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O treinador fechou o treino por apenas meia hora e, depois, aproveitou para disparar novamente contra o rival: “Lá no Vasco você nem entra! Eu não acho que tenho que dar uma coisa, que o Vasco vá tirar vantagem.”

Rubro-negro declarado e ex-jogador do clube, Vanderlei conhece o peso de um jogo contra o rival. O treinador, mesmo calejado, passa longe da indiferença. Apesar da larga experiência, ele ainda curte a rivalidade com Vasco como um iniciante.

“O dia que não mexer comigo, eu tenho que me aposentar. Se eu perder isso aí, não me envolver com um clássico como Flamengo x Vasco, eu tenho que parar”, afirmou o técnico, que emendou:

“O outro lado não me interessa. Vamos jogar um clássico que tem um peso enorme. Sabemos o peso desse clássico, o peso que tem uma derrota. É uma decisão para nós.”

Novo round na briga com a federação

Flamengo, Fluminense e Maracanã voltaram a atacar a Federação de Futebol do Rio (Ferj). O trio reafirmou, em nota oficial, que não aceitará a imposição do Arbitral e não teme a ameaça de que as semifinais e finais do Carioca sejam disputadas longe do estádio.

No texto, o Maracanã destaca não ter motivos para firmar convênio com a Ferj, que “não tem poderes ou legitimidade para intermediar” as relações com Fla e Flu.

Sobre as ameaças da Ferj de tirar os jogos decisivos do Carioca do Maracanã, o trio voltou a atacar: “Antes de nos atingir, prejudica a imagem do futebol carioca e pune a sua principal razão de ser: o torcedor.”