Por jessica.rocha

Rio - Após ter concedido um efeito suspensivo a favor de Vanderlei Luxemburgo, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) voltou atrás e derrubou a liminar que liberava o técnico rubro-negro da pena de dois jogos de suspensão imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), por conta de críticas à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) em entrevista coletiva. Com isso, o treinador não comandará a equipe no Fla-Flu deste domingo, às 18h30, no Maracanã e aguardará o julgamento do recurso do Pleno do TJD-RJ.

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Luxemburgo está fora do clássico deste domingo no MaracanãGilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

O vice-presidente do STJD, Ronaldo Piacenti, na última quarta-feira, havia liberado Luxemburgo para comandar o Rubro-Negro no clássico, porém, o presidente da entidade, Caio Rocha, resolveu mudar a decisão e alegou que o tribunal não se envolveria em um processo que já está em andamento.

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"Não se quer aqui avalizar o mérito do que foi decidido pela Comissão do TJD ou pelo relator do Pleno do TJDRJ. O fato é que, mesmo que se discorde do que restou decidido, a Justiça Desportiva é um sistema, previsto na Constituição Federal, e regido pela Lei Pelé. Referido sistema prevê ritos que não podem ser excepcionados, princípios que devem ser observados, ainda que não se concorde com uma decisão eventualmente proferida. Dessa forma, o legislador visou evitar que um ponto de vista isolado prevalecesse sobre a decisão resultante de um processo. Decisão esta que é, bem ou mal, produto de um desenvolvimento complexo, que é o processo jusdesportivo. Não fosse este o intuito do legislador, bastaria existir um julgador único a decidir isoladamente o destino de todos os processos", explicou Caio Rocha ao site do STJD.

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Com a suspensão de Vanderlei Luxemburgo, o ex-jogador do time e auxiliar técnico, Deivid, é quem vai comandar o Flamengo do banco de reservas neste domingo, no Maracanã.



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