Fla tenta curar ressaca para chegar ao jogo contra o Vasco com sede de vitória

Wallace e Deivid discordam sobre postura do time. Capitão descarta abalo e afirma que ninguém jogou mais que o Rubro-Negro na Taça Guanabara

Por O Dia

Rio - O chope aguado da Taça Guanabara ainda dói na cabeça e embrulha o estômago dos jogadores do Flamengo, nesta quinta-feira chuvosa, em Macaé. Na tentativa de explicar o empate vexatório com o Nova Iguaçu, time de pior campanha no Campeonato Carioca, Wallace e Deivid não bebem da mesma garrafa. Se o capitão afirma ter faltado sorte e sobrado ansiedade, o treinador ressalta que o time errou na dose de motivação, principalmente no primeiro tempo. Mas num ponto os dois brindam: a conta já foi paga, não adianta lamentar. Domingo, tem semifinal contra o Vasco, no Maracanã.

Flamengo ficou em Macaé após tropeçoAndré Mourão

"Não podemos ter a atitude que tivemos no primeiro tempo. Entramos achando que seria um jogo normal, mas era um jogo de conquista, de título. Não entramos com atitude e deixamos escapar a taça", disse Deivid, após a partida.

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"Eu discordo um pouco da questão da morosidade. Talvez não tenhamos sido incisivos como deveríamos no primeiro tempo, mas criamos inúmeras oportunidades. No segundo tempo, depois dos 20 minutos, inconscientemente, quando você fica sabendo do resultado do adversário, acaba se lançando ao ataque de qualquer forma, natural. Não foi o jogo de ontem. Empatamos em tudo com o Botafogo. Um gol que sofremos fez a diferença", analisou Wallace.

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A cura definitiva da ressaca, segundo o zagueiro, só virá no caso de conquista do Carioca. Para isso, ele aposta na manutenção da receita que fez o Rubro-Negro chegar à última rodada da primeira fase na liderança. Wallace assegura que nenhum outro time jogou mais que o Flamengo na Taça Guanabara e, por isso, acredita que, na saideira, ainda pode levantar a taça.

Deivid criticou atuação do Flamengo contra o Nova IguaçuAndré Mourão

Com autoridade de líder e capitão, o zagueiro promete uma resposta rápida ao fracasso no próximo domingo. Ele aponta a maturidade, até mesmos dos mais jovens, como o caminho da superação. Por isso, garante que não haverá qualquer abalo psicológico capaz de influir na atuação do time diante do Vasco.

Everton, Arthur Maia e Canteros têm chance de voltar nas semifinais. Em relação a Paulinho, a comissão técnica já não está tão otimista. Os desfalques - eram nove no jogo da última quarta-feira - não servem de desculpa para o tropeço, de acordo com o Wallace. Tampouco a ausência de Vanderlei Luxemburgo. O zagueiro sabe que não adianta pedir algo fora do cardápio.

"A gente perde em qualidade e quantidade, mas não dá para ficar lamentando. É o que tem para hoje. E vamos encarar o Vasco com o que temos, desempenhar um futebol de qualidade, com o razoável desempenho que temos tido, para que possamos ambicionar o Carioca", afirmou o capitão, que emendou: "O Vanderlei é importantíssimo, mas não foi a falta dele que nos fez perder. Quer dizer, empatar. É que foi quase uma derrota. Não adianta achar desculpa. Mas muda. É o Vanderlei. Ele tem muito peso. É um cara que se impõe, que até o adversário respeita."