Por renata.amaral
Eduardo Bandeira de Mello criticou a FerjMárcio Mercante

Brasília - Eduardo Bandeira de Mello lançou mais uma polêmica em relação à Ferj. O presidente do Flamengo questionou o sistema de distribuição de votos dos clubes nas federações, em audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. O objetivo da reunião era debater sobre a modernização do futebol.

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Atualmente, com base na Lei Pelé, a diferença de peso não pode ser maior que a proporção de seis para um. Com isso, na Federação do Rio, cada time da série A possui seis votos, os da Série B possuem quatro, os times na Série C possuem dois e os times amadores, um.

"Em nome de uma regra teoricamente democrática, se estabeleceu uma situação em que hoje um clube como o Flamengo, que tem 40 milhões de torcedores, mais de 40% da torcida dentro do Rio de Janeiro, tem seis votos na federação. São seis votos a mais que o clube do Piscinão de Ramos, que amador esportivo da Colônia Juliano Moreira e que a Liga Varre-Saiense de Desportos. Do total de 264 votos na assembleia geral da Ferj, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo têm seis cada. Ou seja, juntando os quatro clubes grandes do Rio, que possuem 100% dos torcedores, não dá 10% dos votos da assembleia geral. É isso que nos leva a ter um campeonato como o que acabamos de ter no Rio", disparou Bandeira.

A solução, segundo o presidente rubro-negro, é a inclusão desta questão na chamada MP do Futebol ou Profut, em tramitação no Congrosso Nacional. O objetivo da Medida Provisória 671 é a renegociação das dívidas dos clubes e a implementação de novas regras de transparência nas gestões.

"Isso precisa ser mudado urgentemente e tenho certeza que podemos fazer a correção dessa injustiça. Tenho certeza que essa comissão vai reconhecer a pertinência dessa reivindicação que estou fazendo. É absolutamente urgente que isso seja incluído na MP", finalizou.

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