Após nova derrota, Fla desembarca com clima tenso e sob protesto da torcida

Membros de uma organizdada do Rubro-Negro exigiram explicações e conversaram com Wallace e Alecsandro

Por O Dia

Rio - O pior início de Brasileiro na Era dos pontos corridos já cobra o preço. Na zona de rebaixamento, o Flamengo entrou em crise e está sob pressão dentro e fora de campo. Enquanto cerca de 20 integrantes de uma organizada foram ao aeroporto protestar contra o time — e conversaram com os líderes do elenco Wallace e Alecsandro —, a diretoria rubro-negra se dividia entre a permanência ou a demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo.

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Torcedores do Flamengo protestaram no GaleãoMárcio Mercante


Com mais uma derrota no Brasileiro, a paciência está chegando ao fim e cresce a corrente dentro do clube favorável à demissão. Integrantes da cúpula rubro-negra estão insatisfeitos não apenas com o trabalho, mas também com a postura de Vanderlei nas entrevistas, com cobranças por reforços, e pressionam pela saída do técnico. O fato de ter jogo de quarta contra o Náutico, pela Copa do Brasil, e o clássico contra o Fluminense no domingo pesa para que haja uma decisão rápida.

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O treinador foi um dos primeiros a sair do desembarque no Aeroporto Internacional Tom Jobim ontem e não quis falar sobre a sua situação. Antes de o grupo rubro-negro chegar ao Rio, funcionários do clube conversaram com os torcedores que foram protestar, para evitar problemas maiores.

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A segurança foi reforçada tanto pelo Flamengo (pelo menos oito pessoas), quando pela Polícia Militar e pelo aeroporto. A preocupação era grande, mas apesar da confusão na saída da delegação, o protesto foi pacífico.

Com palavras de ordem, músicas de arquibancada e o hino do clube, os integrantes da organizada, que está proibida de ir aos estádios, mandou seu recado ao grupo. Alguns representantes tiveram uma conversa particular com Alecsandro e Wallace para cobrar a recuperação imediata.

Os dois jogadores foram os primeiros a sair e concordaram com a reunião, que aconteceu dentro da sala de desembarque e durou cerca de cinco minutos. Enquanto isso, o restante da delegação os aguardava dentro do ônibus para sair do aeroporto. “Foi uma conversa normal num momento difícil. No Flamengo é assim: quando está ruim, fica pior”, desconversou Alecsandro.

“Isso é uma fase, vai passar. Não tem nada de anormal. Vamos ganhar. Flamengo é assim, paciência. Não tem ameaça, é cobrança normal”, minimizou Wallace.