Nem vitória acaba com a crise no Fla

Alerta no clube segue ligado. Pico, Paulinho e Frauches são advertidos

Por O Dia

Rio - Emerson Sheik mostrou que é mesmo um iluminado. Conhecido por seus gols decisivos, garantiu a vitória de quarta-feira sobre o Joinville, que tirou o Flamengo da zona de rebaixamento do Brasileiro e amenizou o clima pesado no clube. Mas a crise não passou, está apenas adormecida. O alerta continua ligado. É consenso entre os dirigentes, porém, que a postura do time em campo melhorou. Após reunião apenas entre os jogadores, antes do treino de terça-feira, eles deram sinais de mobilização.

Os três pontos deram fôlego aos que encabeçam a lista negra. Anderson Pico, Paulinho e Frauches foram advertidos sobre os excessos — eles estão sob monitoramento, mas, a princípio, não haverá afastamentos. No entanto, será bem recebido aquele que surgir com alguma proposta para qualquer um dos três.

Emerson Sheik foi o herói da vitória do FlamengoMárcio Mercante

Enquanto não aparecem interessados, fica o voto de confiança. Paulinho, visto como um talento a ser aproveitado, é o que tem mais chance de virar o jogo. Além disso, a tolerância é maior em relação a seu rendimento por ele ter sido operado do joelho direito, em setembro de 2014.

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Com nove jogos disputados no campeonato, o camisa 26 não pode defender outro time da Série A nesta edição. A diretoria têm esperança de colocá-lo nos eixos.

Anderson Pico, por outro lado, deve perder espaço. Armero voltará ao time em breve, e Jorge teve boa atuação diante do Joinville. Pico fez quatro jogos no Brasileiro e pode ser negociado com qualquer clube.

É sobre Frauches que paira a maior ameaça. O zagueiro tem apenas seis jogos no ano, um pelo Brasileiro. Pouco aproveitado, é apontado como o ‘líder’ das festas.

AUDIÊNCIA COM RONALDINHO

Uma audiência entre Flamengo e Ronaldinho está marcada para esta sexta às 10h, na 9ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho. O jogador cobra do clube R$ 55 milhões, entre indenização e atrasados. O Rubro-Negro, por sua vez, quer pagar apenas os salários devidos, que, corrigidos, dariam em torno de R$ 12 milhões.

Em outra batalha no campo jurídico, o Flamengo estuda um acordo ou alguma forma de contestar a dívida cobrada por Adriano Imperador, de R$ 1 milhão.