Fla tenta quebrar tabu contra a Ponte

Para vencer a Macaca em Campinas, o que não ocorre desde o século passado, Cristóvão repete o time

Por O Dia

Rio - Carlinhos já não está entre nós para relembrar o feito do time comandado por ele; o novo milênio chegou; Leandro Machado, autor do gol, se aposentou em 2008; o Brasil teve quatro eleições presidenciais; os ataques de 11 de setembro trouxeram a ameaça do terrorismo ao dia a dia do Ocidente; três Papas estiveram no Vaticano. O planeta mudou completamente desde a última vitória do Flamengo sobre a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, em 1999. Para acabar com essa incômoda escrita, domingo, Cristóvão toma o primeiro tempo contra o Santos como referência.

Flamengo quer vencer a Ponte Preta em CampinasBruno de Lima / Agência O Dia

Nos últimos 16 anos, desde a vitória por 1 a 0, pela Copa do Brasil, os rubro-negros foram a Campinas nove vezes enfrentar a Ponte: cinco empates e quatro derrotas. No Rio, o último triunfo aconteceu em 2005. A Macaca em sido uma casca de banana no caminho do Fla. O zagueiro César Martins conhece bem a atmosfera do Moisés Lucarelli.

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“É complicado jogar lá, pela pressão da torcida. Temos que aproveitar os erros deles, estudar o adversário e jogar com calma nunca é impossível”, afirma o jogador, que jogava pela Ponte no último encontro entre os times, em 2013, que acabou em 1 a 1.

Nesta quinta-feira, em treino fechado, Cristóvão repetiu a escalação que começou o jogo contra o Santos, mas fez algumas experiências. Uma delas foi a entrada de Ederson no meio-campo. O novo camisa 10 da Gávea deve ficar no banco, à espera da chance de estrear com a camisa consagrada por Zico. A capacidade técnica do jogador tem sido elogiada internamente no clube.

“Ele pode acrescentar muito no meio-campo. Mas não posso falar de que forma, porque, senão, o adversário poderá marcá-lo (risos)”, disse o zagueiro, que aposta no apoio da torcida rubro-negra, mesmo fora de casa, para vencer a Ponte. Principalmente depois de conhecer a força da Nação na vitória sobre o Goiás, no Serra Dourada, e no empate com o Peixe no Maracanã: “Todo jogador gosta de estádio cheio. Ainda mais um Maracanã com 61 mil pessoas. Em 2013, tinha muita torcida do Flamengo lá. Espero que desta vez tenha mais ainda para nos empurrar para os três pontos.”

Força do grupo para suprir a ausência de Guerrero

César Martins prefere não sofrer por antecipação. Em setembro, o Flamengo ficará sem Guerrero contra Avaí, Fluminense e Cruzeiro. O zagueiro acredita que o elenco pode suprir a ausência do maior astro da companhia.

“O Guerrero é fora de série. Todo time brasileiro e da Europa gostaria de ter um atacante como ele. Vai fazer falta, mas temos outros 25 jogadores. Com a força do grupo, podemos superar isso”, disse o zagueiro, que acredita ter evoluído da estreia contra o Goiás para o jogo seguinte, diante do Santos.