Por fabio.klotz

Rio - Cristóvão Borges não revelou qual time mandará a campo, neste domingo, contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli. Além de esconder o jogo do adversário, o treinador do Flamengo busca paz, em meio ao bombardeio de críticas, cuja fonte prefere não citar. Para o técnico, o coro de "burro" da torcida rubro-negra, nos minutos finais do empate com o Santos, apenas fez eco à perseguição que afirma sofrer.

Cristóvão Borges se defende e vê críticas com estranheza André Mourão / Agência O Dia

A tendência é que Cristóvão repita a escalação que iniciou a partida contra o Peixe. Ederson, ainda fora de ritmo, nem viaja para Campinas. Existe a possibilidade, porém, de Alan Patrick dar lugar a Jonas, e o time voltar a atuar com três volantes. O esquema é um dos principais alvos de quem, segundo o treinador, o mantém constantemente na alça de mira.

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“Falam como se fosse o grande câncer do futebol. Mas nós vemos grandes times jogarem dessa forma. Acho que em 12 jogos antes da minha chegada o Flamengo jogou assim. Não sei por que bate-se tanto nisso. A mim, causa estranheza”, admitiu.

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Contra o Santos, porém, ele montou a equipe com dois homens na proteção à zaga. O meia Alan Patrick marcou um golaço e deu lugar a Gabriel, outro jogador ofensivo, quando cansou. No fim da partida, Everton também fez sinal para sair e acabou substituído por Almir. A torcida se revoltou, na opinião do treinador, influenciada pela propaganda contra o seu trabalho.

“São críticas sistemáticas e a preparação de um ambiente para isso. Nunca discuti críticas. Como falei na história dos três volantes: por que agora é desse jeito e não era antes? Aquilo não é a torcida do Flamengo. Ela quer que o time jogue bem e ganhe. Cobra, vai sempre ser assim. A gente trabalha para isso, para deixar a torcida feliz. Mas o jogador pede para sair faltando um minuto, e eu sou burro? É um ambiente preparado, está sendo preparado faz tempo. É real, é estranho, é diferente, mas vamos seguir”, disse Cristóvão.

Desempenho dos sonhos

A atuação do Flamengo no primeiro tempo contra o Santos encheu os olhos de Cristóvão Borges. Embora o treinador admita não ser possível, porém, manter tal ritmo durante 90 minutos, ele toma aquele desempenho como norte.

“Tivemos a possibilidade de jogar como eu sonho. Meu trabalho é para aquilo”, disse Cristóvão.

A performance veio num esquema com dois volantes. Para o treinador, a chegada de Sheik e Guerrero permitiu ao time jogar assim porque a bola para mais no ataque.

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