Fla entre a pressão e a ínfima esperança

Rubro-Negro não desiste de brigar por vaga na Libertadores

Por O Dia

Rio - Entre a realidade e a esperança, o Flamengo sofre novamente com a péssima fase no Brasileiro. Cada vez mais distante do G-4 e em queda mesmo com tempo livre para trabalhar, o Rubro-Negro se vê de novo sob forte pressão da insatisfeita torcida e ainda assim tenta se agarrar ao discurso de que nada está perdido para não entrar de férias antes do fim do campeonato.

Oswaldo não desiste de lutar pelo G-4 do BrasileiroDivulgação

Menos otimista, um grupo de torcedores que voltou no mesmo voo que a delegação rubro-negra - de São Paulo para o Rio - protestou após a sexta derrota em sete jogos. Xingados à espera do embarque e dentro do avião, os jogadores saíram do aeroporto com reforço da segurança do clube e da Polícia Militar.

“Não gera desânimo, muito pelo contrário. Existe situação de olharmos o que podemos fazer. Devemos continuar lutando”, afirmou Oswaldo de Oliveira após a derrota para o Corinthians.

A seis rodadas do fim do campeonato, o Flamengo não só precisa tirar seis pontos como tem que ultrapassar seis adversários para garantir uma vaga na Libertadores. Nessa situação difícil, apesar do discurso de confiança, cada vez mais o clube terá os jogos que restam para analisar jogadores e definir quem não ficará nos planos em 2015. Alguns jogadores estão perdendo espaço com o técnico, como Canteros, enquanto outros não ganharam a confiança dele, casos de Gabriel e Almir.

Há também os que têm contrato perto do fim e precisam mostrar serviço para continuar em 2016: Pará e Ayrton. Mas também já há um setor em que é consenso de que o Flamengo precisa se reforçar: a defesa.

Zagueiro na mira

A diretoria já corre atrás e fez uma proposta a Cleber, ex-Ponte Preta e Corinthians, e que está no Hamburgo. O Rubro-Negro tentará o empréstimo por um ano do zagueiro, que mostrou interesse em voltar para o Brasil. Enquanto espera por um 2016 melhor, Oswaldo ainda tenta salvar 2015 e não desiste no discurso de Libertadores.

“Não vou me frustrar de nenhuma maneira. Vamos continuar lutando por isso (pela vaga). Vamos jogar 18 pontos. Se me perguntar no dia 6 de dezembro, pode ser que eu me sinta frustrado, mas pela forma como o Flamengo jogou, não me sinto assim”, afirmou o técnico.