Por pedro.logato

Rio - Muricy Ramalho faz experiências para encontrar uma fórmula capaz de ativar a vocação ofensiva gravada no DNA do Flamengo. A cada alteração, uma nova forma de movimentação é testada. Ontem, na Gávea, Everton voltou à equipe, no lugar de Alan Patrick. Desta forma, o desenho tático do time mudou pela primeira vez, do 4-3-3 para o 4-4-2. O novo esquema, porém, preserva uma característica: a intenção de pegar o adversário desprevenido.

Muricy Ramalho planeja equipe ofensivaJoão Laet / Agência O Dia

Seja na chegada ao ataque dos laterais, com quatro jogadores na área, à espera do cruzamento, ou pelo meio, a ideia é surpreender a defesa oponente. No laboratório da pré-temporada, Muricy Ramalho combina passes em velocidade, mudanças de posição, viradas de jogo e lançamentos por trás da zaga. O objetivo parece óbvio a Gabriel.

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“Fazer muitos gols. Uma equipe vencedora tem que fazer gols. O Flamengo tem que jogar para frente pela sua grandeza. Com a equipe compactada, mas fazendo muitos gols. Com quatro, cinco chegando na área, vai ser difícil o time passar um jogo sem marcar”, afirmou o jogador que, depois do segundo dia consecutivo como titular, acredita poder se encaixar na equação do novo treinador: “Espero que sim. Ele não definiu o time ainda, não tem todas as peças disponíveis. Quando tiver, espero estar bem e jogar. Terminei o ano passado bem e quero tentar dar sequência, ganhar a confiança do treinador. Estou me dedicando muito, como sempre.”

Ontem, Márcio Araújo e Willian Arão ficaram responsáveis pela saída de bola, com Everton aberto na esquerda e Gabriel pela direita. Sheik e Guerrero, mais adiantados, comandavam o ataque. Estes quatro últimos chegavam sempre na área quando Jorge ou Rodiniei iam ao fundo. Em outros momentos, lançamentos buscavam encontrar um desses, ou mesmo Arão, livre, atrás da zaga.

“Velocidade. Chega na área”, gritava o treinador, que economiza na conversa com os jogadores fora das quatro linhas, de acordo com Gabriel. “Ele fala pouco e trabalha muito. Fala só o que precisa, mas dá apoio em campo. Ele fica mais fechado com as ideias dele. Espero que todos o agradem”, revelou.

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