Muricy contesta o fato de o Maracanã não ser utilizado no Carioca e ter show

'É o templo do futebol, a casa dos times do Rio', declara

Por O Dia

Rio - A ideia de um show dos Rolling Stones, neste sábado à noite, no Maracanã, soa desafinada na cabeça de Muricy Ramalho. Para ele, o Fla-Flu merece o principal palco do futebol brasileiro mais do que a banda inglesa, embora o treinador, roqueiro declarado, curta as músicas eternizadas pelos riffs de Keith Richards e a energia de Mick Jagger. Principalmente porque os dois times sofrem desde o início do Carioca e da Primeira Liga com a falta de teto.

Muricy Ramalho destaca o desgaste com sequência de viagens do FlamengoGilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

“O Maracanã é o templo do futebol, a casa dos times do Rio. Não entendo por que não pode ter jogo e pode ter show. Sou fã da banda, mas isso não entra na minha cabeça”, disse Muricy, que emendou: “Temos uma dificuldade enorme de conseguir campo para jogar, mas tem show. Acho que isso prejudica o futebol, porque os dois times estão se preparando no Rio, não precisariam viajar, é um estádio enorme e que a torcida está acostumada. Por mais explicações que me deem, não consigo entender.”

Muricy terá a sua segunda chance de vencer o primeiro clássico local no comando do Flamengo. E espera que o Fla-Flu, mesmo no Estádio Mané Garrincha, agite a competição como os Stones prometem fazer no Maracanã.

“O lado bom é que temos que medir forças. O ruim é que os dois times ainda não estão 100% preparados. Mas é bom para movimentar o campeonato. Não é nada decisivo, mas é bom sentir como estão os times. O único problema será o desgaste. Estamos viajando muito e o Fluminense faz igual”, disse Muricy, que ainda não definiu qual time escalará para o confronto:

“Depende do processo de recuperação. Tenho que ouvir algumas pessoas, porque alguns jogadores sentem um pouco mais. O que não vamos fazer é correr risco de lesão.”

Rodízio para poupar os jogadores

O peso do clássico impede que Muricy poupe muitos jogadores neste domingo. Mas a intenção do treinador é promover um rodízio, a partir do jogo de quarta-feira, contra a Cabofriense, em Macaé.

“Temos um plantel para o ano todo. Temos várias competições. Um time de futebol não são só 11. Várias competições vão acontecendo. Temos problemas de distância. Por isso temos que tomar cuidado. Vamos começar, depois do próximo jogo, a fazer várias mudanças, até porque não estamos treinando”, disse Muricy, que explicou como é feita essa avaliação: “Tudo é controlado pelos exames, mas o que define é a nossa conversa com o jogador.”