Bandeira de Mello rebate as críticas: 'Eu defendo o Flamengo em primeiro lugar'

Presidente rubro-negro aceitou recentemente o convite para ser chefe de delegação da seleção brasileira na Copa América

Por O Dia

Rio - Desde que a CBF confirmou a informação de que Eduardo Bandeira de Mello seria o chefe de delagação da seleção brasileira na Copa América Centenário, o presidente do Flamengo começou a sofrer inúmeras críticas. A maior parte delas era referente ao fato do dirigente sempre ter sido uma figura de oposição à Confederação. Em meio aos rumores, o próprio cartola resolveu se pronunciar.

Em nota oficial, publicada no site do Flamengo, Bandeira afirmou que a escolha de aceitar o convite foi baseada na possibilidade de levar à CBF o modelo administrativo rubro-negro, que vem sendo motivo de elogios nos últimos tempos. Para se justificar, o presidente também as 'qualidades' de seu mandato na Gávea e os benefícios que trouxe para o clube.

"Vejo sinais positivos na CBF. E contradições também. É nesse contexto que aceitei o convite para chefiar a delegação que vai participar da Copa América. Entendo o convite como um sinal de que a CBF respeita e valoriza o modelo de gestão que o Flamengo vem adotando. E tenho a expectativa de que o Flamengo possa ter o seu modelo de gestão aplicado às entidades de administração do futebol brasileiro", escreveu.

Eduardo Bandeira de Mello rebateu as críticas por ter aceitado convite da CBFMárcio Mercante

Confira a nota na íntegra:

"Esta semana aceitei o convite da CBF para ser o chefe da delegação da seleção brasileira na Copa América, em junho, nos Estados Unidos. Desde então, minha decisão vem sendo amplamente discutida e eu, bastante criticado. Quero, portanto, comentar motivos pelos quais tomei essa decisão que afeta diretamente o Flamengo e reiterar que sempre respeitarei críticas e opiniões contrárias às minhas.
Primeiramente, repudio alguns comentários que colocam em dúvida minha honra, idoneidade e intenções. Durante toda a minha vida, pautei minhas escolhas, tanto na vida pessoal, quanto em minha carreira profissional, baseadas em princípios éticos e morais. Princípios que aprendi com meus pais e que hoje transmito aos meus filhos. Princípios que coloco em prática, todos os dias, como presidente do Flamengo.
Tenho muito orgulho de hoje estar à frente do clube do meu coração. Este nunca foi um objetivo pessoal, mas agradeço a quem confiou essa missão a mim. Fui eleito pelos sócios do clube para colocar em prática as visões de rubro-negros altamente competentes, comprometidos com a seriedade e que sonham com um Flamengo forte, vencedor e que dá exemplos dentro e fora do campo.
Passados mais de três anos, conduzimos importantes mudanças na Governança do Flamengo e alguns princípios e ações foram implantados:

1 – Transparência nas contas

2 – Rigor orçamentário

3 – Responsabilidade fiscal

4 – Decisões colegiadas no Conselho Diretor

5 – Gestão profissional com autonomia para atingir os objetivos definidos pelo Conselho Diretor.

Resultados relevantes foram alcançados, sendo os mais relevantes a saúde financeira e a solidez que vem permitindo cada vez maiores investimentos no futebol, esportes olímpicos e na sede social. E que vão permitir as conquistas esportivas no futebol de forma continuada.

A administração do Flamengo é reconhecida publicamente pela eficácia, resultados e, principalmente, pela seriedade, pelo uso de práticas republicanas e transparência.

Nosso grupo entende que as boas práticas de Governança podem e devem ser adotadas nas entidades de administração do futebol. Federações, CBF e Ligas são meio e não fim. Elas devem promover a pujança dos clubes e não a si próprias. Estão a serviço dos clubes e do desenvolvimento do futebol. Portanto, os conceitos de transparência e práticas republicanas devem ser muito mais cobrados delas.

É mandatório que os clubes e os torcedores saibam o que acontece nessas entidades, decidam os seus objetivos e controlem a execução. E, como é notório, o Flamengo vem se empenhando, liderando e apoiando ações que permitam que este cenário seja colocado em prática. A formação da Primeira Liga como plataforma de alinhamento e união é um exemplo.

Em outra frente não menos importante, o Flamengo tem apoiado e participado ativamente dos comitês de reformas da CBF. Temos o objetivo de apoiar e precisamos incentivar as iniciativas que visem a melhoria da Governança do futebol brasileiro.

Enquanto apoia, o Flamengo também cobra e critica quando entende que entidades de administração decidem ou se manifestam no sentido contrário ao bem do futebol. Principalmente, quando têm como intenção a manutenção do poder, cultivam a falta de transparência e tentam tirar ou impedir o protagonismo dos clubes no futebol nacional.

Vejo sinais positivos na CBF. E contradições também. É nesse contexto que aceitei o convite para chefiar a delegação que vai participar da Copa América. Entendo o convite como um sinal de que a CBF respeita e valoriza o modelo de gestão que o Flamengo vem adotando. E tenho a expectativa de que o Flamengo possa ter o seu modelo de gestão aplicado às entidades de administração do futebol brasileiro.

Hoje, o Flamengo tem estrutura e profissionais capacitados para administrar o clube mesmo com ausência física de seu presidente. A distância não é mais uma barreira que impeça que decisões sejam tomadas de maneira eficiente. Mesmo longe, estarei perto e presente e ainda teremos a presença de nosso VP Geral.

Por fim, gostaria de dizer que todos nós devemos trabalhar com força e energia pela melhoria do futebol. Devemos aproveitar as oportunidades. Todas elas são importantes.

E esteja onde estiver, vou defender os interesses do Flamengo em primeiro lugar. Sempre."