Por luis.araujo
Rio - O Flamengo ainda vende o almoço para comprar a janta, como diz o vice de futebol do clube, Flavio Godinho. Este ano, porém, a expectativa da diretoria é a de que a política de saneamento das contas se traduza em resultados em campo. Com novas receitas e atuação oportunista no mercado, o Rubro-Negro começa 2017, ano de Libertadores, sob a expectativa de, finalmente, se colocar entre os maiores do continente. 
Desde que venceu a principal competição sul-americana, em sua primeira participação, em 1981, o Flamengo nunca mais chegou à decisão. Nas 11 participações seguinte, foi duas vezes às semifinais — em outro modelo —, três vezes às quartas, duas às oitavas e em quatro vezes não superou a fase de grupos. 
Flamengo espero colher dos frutos dos anos de saneamento financeiroGilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

A contratação de Conca injetou otimismo nos dirigentes. A negociação, que firmou vínculo com o argentino, por empréstimo, até o final do ano, repetiu o modelo usado para trazer astros como Guerrero e Diego. A oportunidade de negociar um contrato, sem ter que compensar outro clube financeiramente, permitiu ao Flamengo se armar em outro patamar. A previsão de crescimento de receita aponta para um futuro de mais investimentos.

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O departamento de marketing está em fase final de negociação para renovar o contrato com a Caixa Econômica, com um reajuste de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões. Além disso, o clube anunciou parceria com a Carabao, que pagará R$ 15 milhões este ano, mas R$ 35 milhões por temporada, até 2022.
A camisa do time vale, hoje, em patrocínios, quase R$ 100 milhões por ano. Além disso, o Rubro-Negro conta com receita anual de cerca de R$ 35 milhões do contrato da Adidas, mais R$ 190 milhões provenientes do acordo com a TV. Fora o que entra pelo programa de sócio-torcedor.