Bandeira defende nova licitação para Maracanã e prega aliança com o Fluminense

Presidente do Flamengo, no entanto, quer acabar com "privilégios" do Tricolor, que ainda constam no contrato com a atual administradora

Por O Dia

Rio - Apesar de ter admitido buscar uma parceria com o Fluminense para administrar o Maracanã em uma possível nova licitação, Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, afirmou que a aliança só poderia se concretizar caso o Tricolor abrisse mão de alguns "privilégios" que ainda detém.

Bandeira e Abad podem ser aliados na administração do MaracanãNelson Perez/ Fluminense F.C. / Divulgação

Em entrevista ao SporTV, o dirigente apoiou a abertura de novo processo licitatório e reclamou da demora em haver uma definição para a situação do estádio, que segue nas mãos da Odebrecht, e reconheceu que construir um estádio próprio pode ser a solução para os problemas do Rubro-Negro.

"Isso atrapalha muito, não é culpa nossa. Estamos aguardando uma definição sobre o Maracanã há algum tempo. Eu não gostaria de colocar um prazo. Não seria nem simpático. O Flamengo quer colaborar. É claro que, em algum momento, vamos ter que partir para uma solução nossa. Se o Maracanã for entregue a atravessadores, para empresas hostis, vamos lamentar e vamos partir para um projeto de estádio de médio ou grande porte próprio do Flamengo."

O Presidente do Flamengo garantiu que pretende ter o Fluminense como aliado na disputa pela gestão do estádio, apesar de o presidente tricolor, Pedro Abad, não apoiar uma nova licitação.

"A gente gostaria que o Fluminense entrasse junto conosco, fosse nosso parceiro no grupo que vai vencer, espero, a licitação, e que a gente possa definir uma utilização do Maracanã que seja boa para as duas partes. A gente já tinha um contrato firmado, por escrito, com o Fluminense, com outras condições. Em uma nova licitação, tudo é zerado. Mas eu acho impossível que dois clubes da grandeza de Flamengo e Fluminense não consigam se entender para utilizar o estádio de maneira conjunta."

No momento, o impasse em torno do Maracanã é gerado por conta da necessidade ou não de uma nova licitação, que acabaria com o acordo entre Odebrecht, atual responsável pela administração do estádio, e Lagardère, empresa francesa que assumiria a gestão.