Por jessyca.damaso

Paraná - Enfrentar os próprios traumas faz parte do processo para superá-los. Neste domingo, o Flamengo tem contra o Atlético-PR, às 16h, na Arena da Baixada, sessão complicada no divã do futebol. Se vencer, o time avança no tratamento. A derrota, porém, pode alimentar um medo que parece crescer no imaginário do torcedor: o de atuar longe de casa, sob pressão. E o time terá desfalques: Donatti, Everton e Gabriel, lesionados, e Ederson, poupado.

Ainda sob pressão no comando do Flamengo, Zé Ricardo tem novo desafio neste domingoGilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

O Atlético-PR ganhou da Universidad Católica na última rodada do Grupo 4 e ficou com a vaga que seria do Flamengo, nas oitavas da Libertadores. Reencontrar o Furacão já desperta lembranças que arrepiam a espinha. Pior ainda na Arena da Baixada, palco de tantos episódios capazes de abalar a autoestima característica de quem escolhe, por paixão, vestir o Manto Sagrado.

Foram os resultados em território hostil que fizeram o Flamengo fracassar na Libertadores. Com três vitórias no Maracanã, sempre lotado, o time precisava de apenas um ponto fora de casa para seguir na competição. Não conseguiu. Na Arena da Baixada, perdeu por 2 a 1. Diante do Atlético-GO, pela Copa do Brasil, avançou com vitória no Serra Dourada, mas contra um adversário bem mais frágil.

Jogadores como Guerrero, Matheus Sávio e Renê admitiram, durante a semana, que o grupo ainda não se recuperou psicologicamente da eliminação precoce no torneio continental. A ideia de deixar as recordações ruins enterradas no passado surge como atalho, mas partidas como a de hoje resgatam o sentimento de frustração.

Por isso, a recuperação precisa ser gradual. As vitórias servirão como doses de ânimo, enquanto os resultados negativos trarão questionamentos que passam pelo trabalho da comissão técnica e chegam à capacidade do elenco.
Para piorar, na rodada seguinte, o Flamengo enfrenta o Botafogo, no Raulino de Oliveira ou na Arena da Ilha. Torcida e jogadores do Rubro-Negro terão que aturar as provocações dos alvinegros, que seguem firmes na principal competição do continente. Não há cura fácil.

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