Willian Arão diz que ato racista contra família de Vinícius Jr. é 'abominável'

Um dos torcedores que proferiu ofensas racistas contra a família do jogador do Flamengo, presente nas tribunas do estádio, foi detido

Por O Dia

Rio - O volante Willian Arão classificou o episódio de racismo contra a família de Vinícius Júnior, na última quarta-feira, como "abominável" nesta quinta, um dia depois do empate sem gols entre Botafogo e Flamengo, pela ida da semifinal da Copa do Brasil. O duelo, e o episódio de preconceito, aconteceram no estádio Nilton Santos.

Willian Arão criticou injúria racial contra familiares de Vinícius Jr.Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

"É abominável, lamentável que isso aconteça em pleno século 21. É até difícil comentar. Eu tenho um pai negro e não gostaria de estar passando por essa situação. Acho que medidas drásticas devem ser tomadas para ver se aprendem e param de uma vez com isso. Tem que haver medidas drásticas, porque só falando não se entende", declarou o volante, nesta quinta-feira.

Um dos torcedores que proferiu ofensas racistas contra a família do jogador do Flamengo, presente nas tribunas do estádio, foi detido. Nesta quinta-feira, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, afirmou que o torcedor será excluído do programa de sócio-torcedor e será impedido de assistir a outros jogos do Botafogo no Engenhão.

Em relação ao jogo, Willian Arão disse que não se surpreendeu com o equilíbrio da partida. "Sabíamos que seria uma partida muito difícil, que teria muita competição, disputas pela bola. Sabíamos também que não haveria um resultado muito largo e que provavelmente seria decidido na segunda partida. Nada muda para nós. Teremos um Maracanã lotado, o que faz a diferença. Se jogarmos tão bem quanto ontem (quarta-feira) e aproveitarmos as oportunidades, teremos tudo para passar", projetou, referindo-se ao jogo da volta, na próxima quarta.

O volante também comentou a estreia do técnico Reinaldo Rueda na última quarta-feira no comando do Flamengo. O treinador colombiano quase não teve tempo para preparar a equipe porque foi anunciado somente na segunda passada.

"Na medida do possível, ele passava o que queria para nós, o que pediu na preleção. São dois dias de trabalho, é muito pouco para se falar, mas tentamos executar tudo o que ele queria na partida Ele nos passou um pouco do que quer que a gente faça, o que ele pensa de jogo. Em relação à preparação física, a gente precisa se adaptar o mais rápido possível e executar o que ele quer que a gente faça para que a gente domine as partidas e saiamos vencedores", disse Willian Arão.