Vice para o Independiente, Apolinho quer ver dívida de 22 anos paga nesta quarta

Radialista, que foi técnico do Flamengo no vice-campeonato da Supercopa, em 1995, sonha com o acerto de contas na final da Copa Sul-Americana

Por O Dia

Rio - Aquela dívida de 22 anos atrás está bem viva na memória de Washington Rodrigues. Apolinho, como é conhecido o radialista, era técnico do Flamengo no vice-campeonato da Supercopa, em 1995. E sonha com o acerto de contas na final da Sul-Americana, contra o mesmo Independiente, nesta quarta-feira, às 21h45, no Maracanã. Um título que liquidaria ainda outra fatura, aberta desde a última conquista internacional do clube, sobre o Palmeiras, na Mercosul de 1999.

Segundo Apolinho, o Rubro-Negro deve se equilibrar entre a audácia e a cautela, a fim de evitar uma nova feridaAlexandre Brum / Agência O Dia

Como canta o Rappa, do rubro-negro Falcão, o juro é alto. Mas, diferentemente do que diz a letra da música 'Dívida', não tem conversa nem espaço para negociação. Pelo celular, um de seus filhos alimenta o sentimento de revanche: "Vamos ganhar desses..." A mensagem de texto, impublicável, de acordo com o próprio destinatário, dá o tom do que representará a conquista para o ex-treinador.

"É especial para todos nós (da família). Torço muito, preciso dessa forra. Isso aí é uma forra que eles vão me dar. Acho até que o Flamengo vai ganhar no tempo normal. Mas é um jogo para o qual o Flamengo tem que se preparar bem, porque terá que ser frio, calculista e realista", disse o comentarista e apresentador da Rádio Tupi.

Naquela final de 1995, estima-se que mais de 100 mil rubro-negros tenham lotado o Maracanã, que teve um dos seus portões derrubado pela multidão. Uma atmosfera que deixava Apolinho otimista. Desta vez, porém, ele prefere manter os pés no chão.

Se pudesse dar conselhos ao técnico Reinaldo Rueda, Washington Rodrigues não engrossaria o coro pela escalação de Vinicius Júnior entre os titulares. Segundo o radialista, o Rubro-Negro deve se equilibrar entre a audácia e a cautela, a fim de evitar uma nova ferida como a que ele carrega há mais de duas décadas: "Uma tristeza miserável. Às vezes, até sonho com isso, tenho pesadelos. Mas não veio (o título), Deus não quis, os caras levaram. Alguns falam em 115 mil pessoas naquele jogo. Eu tinha certeza de que, com aquele povo lá, não poderíamos perder, mas perdemos."

Em 1995, o Flamengo perdeu o jogo de ida, em Avellaneda, por 2 a 0. Desta vez, porém, após a derrota por 2 a 1, levará a partida para a prorrogação, caso vença por um gol de diferença. O desgaste acumulado nas 83 partidas da temporada pode pesar, na opinião de Apolinho.