Por pedro.logato
Rio - Flagrado no exame antidoping pelo uso de cocaína, Michael já iniciou tratamento. Na quinta-feira passada ele foi à primeira consulta com uma psicoterapeuta. Esse foi o primeiro passo do Fluminense para ajudar o jovem de 20 anos a se recuperar. Em breve, o clube terá de tomar uma decisão que pode reforçar ainda mais seu apoio.
Michael marcou três vezes em vitória sobre o MacaéUanderson Fernandes / Agência O Dia

O artigo 28, parágrafo 7º, da Lei Pelé diz que, em casos de suspensão superior a 90 dias, o clube tem a opção de suspender o contrato e o pagamento do salário do atleta. Como dificilmente Michael conseguirá a absolvição, os advogados já trabalham para obter a menor pena possível, que pode ser de seis meses.

Nesse caso, o Fluminense estaria respaldado pela lei, mas mesmo assim não deve optar por essa decisão. Apesar de o assunto não ter sido aprofundado, nos bastidores a suspensão do salário é vista como negativa, já que Michael não teria condições de se sustentar, o que o atrapalharia na sua recuperação.
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Uma opção para o Fluminense é fazer o mesmo que o Botafogo no caso Jobson, também pego no antidoping com cocaína, em 2009: acertar um novo contrato, com redução salarial. Mas como Michael ainda não tem data para ser julgado, esse assunto não é considerado como urgente no clube.
A preocupação segue sendo a de ajudar o atacante a superar o problema e, por isso, ele continuará a fazer parte da rotina do grupo.
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“A cada dia ele se conscientiza mais. Como dissemos antes, o Fluminense vai dar todo o suporte. Rotina e carinho podem ajudar e fazer com que a dor diminua e ele se recupere”, disse o diretor de futebol, Rodrigo Caetano.
Michael tem recebido apoio constante dos outros jogadores nesses primeiros dias e conselhos dos mais experientes. “Ele é um menino do bem, caiu para um lado ruim, mas tem um futuro brilhante”, afirmou Fred.