Por fabio.klotz

Rio - Depois da terceira eliminação seguida na Libertadores, os próximos dias prometem ser de muita pressão nos bastidores do Fluminense. As péssimas atuações e a incapacidade de o time criar jogadas colocam Abel Braga como o principal alvo da ira dos tricolores. Mas, mesmo com a insatisfação da torcida e de alguns setores do clube, o treinador não corre risco iminente por ter crédito com o departamento de futebol.

Abel Braga é questionado no TricolorDivulgação

A queda de rendimento de muitos jogadores também é motivo de grande preocupação. A negociação de alguns deles é possível, até mesmo para diminuir a folha salarial. A ideia é fazer tudo com muita calma e sem o impulso pós-eliminação. Assim como aconteceu em 2012. Alguns reforços podem chegar para jogar no retorno do Brasileiro, em julho. Pelo menos um zagueiro deve ser contratado.

Já a situação de Abel vai depender dos próximos jogos. Desde que chegou, em 2011, ele convive com críticas e contou com os títulos para calar os críticos. Como em 2013 o time está devendo, a falta de resultados pode complicar.

Circula nos bastidores que Celso Barros, presidente da patrocinadora, não está satisfeito. Após a derrota por 3 a 0 para o Grêmio, na primeira fase da Libertadores, ele já teria pedido a cabeça do treinador, mas os dirigentes contornaram a situação.

A paciência dos torcedores também acabou e se voltou não apenas contra o técnico, mas para o grupo. Após a eliminação para o Olimpia, os muros das Laranjeiras foram pichados com os dizeres “Fora, Abel” e “Time sem-vergonha”, além de um pedido pela saída do presidente, Peter Siemsen. De manhã, funcionários apagaram o vandalismo.

Alheio à pressão, Abel revelou o pacto que o grupo fez para superar a queda na Libertadores.

“É doído, mas em derrotas também se aprende. Esse grupo é incrível. O clima era de tristeza, mas eles, ainda no vestiário, se abraçaram e fizeram um pacto de não abaixar a cabeça. Ninguém vai se abater. Temos pela frente o Brasileiro e vamos em busca dele. É seguir em frente. Não adianta remoer”, afirmou Abel.

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