Por pedro.logato

Rio - Sereno, Abel Braga não teme pelo fim de seu futuro nas Laranjeiras. Pressionado pela sequência de quatro derrotas no Brasileiro, o treinador revelou na coletiva concedida ontem que, desde seu regresso, em maio de 2011, nunca se sentiu tão importante para o Fluminense.
Com o projeto ‘incompleto’ à frente do Tricolor, Abelão bota fé na reviravolta do Fluminense. No entanto, deixa claro que entenderá se a diretoria decidir pela sua saída, em caso de um novo tropeço, no confronto com o Grêmio, em Porto Alegre.

Abel vive momento complicado no FluminenseDivulgação

“Meu projeto no Fluminense não está completo, pois minha ambição é a mesma do meu torcedor, da diretoria, do patrocinador, que é conquistar uma Libertadores. Estou tranquilo, forte e não tenho a mínima vontade de sair do clube. O resultado tem prazo de validade, o treinador, também. Quando achar que não estou dando conta, não vou atrapalhar o Fluminense. A diretoria tem o direito de pensar igual”, disse Abel Braga.

Com a ‘corda no pescoço’, o comandante tricolor já vê nomes de possíveis substitutos pipocarem no noticiário, casos de Vanderlei Luxemburgo e Ney Franco, desempregados, e Cristóvão Borges, do Bahia.

Com o respaldo oficial da diretoria, Abelão considerou que a semana foi proveitosa e de grande reflexão. Em busca do equilíbrio perdido, o treinador assume a responsabilidade pelo momento de instabilidade, sem deixar de acreditar — e muito — na virada tricolor.

“Meu objetivo é fazer a equipe voltar a vencer, na minha cabeça a reflexão é essa. Não posso em momento algum, como comandante, passar a imagem de que não acredito. Dentro do campo, a cobrança é dividida. Fora, a responsabilidade é toda minha. Sei que meus jogadores estão fazendo o possível e o impossível para mudar isso”, disse Abel, ciente de que, sem Fred, suspenso, a missão fica um pouco mais difícil.

‘REFORÇO’ NO CAIXA PRÓXIMO

A diretoria do Fluminense deve finalizar em breve acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional com o objetivo de limitar o valor das penhoras sofridas nos últimos meses.

Dívidas fiscais geradas entre 2007 e 2010 — por falta de pagamento de Imposto de Renda retido na fonte e INSS — impediram o clube de receber cerca de R$ 18,6 milhões, referentes à venda de Wellington Nem e Thiago Neves.

As penhoras agravaram a crise financeira do clube, que espera quitar no fim da próxima semana parte do salário do departamento de futebol, atrasado desde o último dia 5.

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