Por pedro.logato


Rio - Sai o Mago, entra o Maestro. Com uma lesão na coxa direita, Deco cederá a Felipe a responsabilidade de comandar o meio de campo do Fluminense contra a Ponte Preta, domingo, em Campinas. A boa participação na vitória (1 a 0) sobre o Cruzeiro, então líder do Brasileiro recolocou o apoiador de vez nos planos. Com fé na experiência e, principalmente, na qualidade de Felipe, Vanderlei Luxemburgo garante que o ‘Velhinho’ está bem cotado. Bem-humorado, o treinador brincou com a careca que o apoiador ganhou desde sua primeira convocação para a Seleção, em 1998.

Luxemburgo aposta no crescimento de FelipeMárcio Mercante / Agência O Dia

“Felipe é um jogador que ainda faz a diferença. É muito técnico, preciso no passe e agudo. Ele não negocia bola para lado. Entrou bem, mas faltou ritmo. Pretendo usá-lo mais vezes. Gosto muito dele. O conheci jovem. Hoje, ele está careca, com ‘piscina’ na favela”, disse Luxa, aos risos.

Luxemburgo não foi apenas o técnico que abriu as portas da Seleção para Felipe. Ele também foi o responsável pela mudança do canhoto da lateral esquerda para o meio de campo. Com 20 partidas no ano, sendo que apenas uma como titular sob o comando de Abel Braga, Felipe não guarda mágoas do ex-técnico, mas vê a chance de renascer com a mudança no comando do Fluminense.

“Meu contrato não diz que sou titular absoluto ou se tenho de jogar dez, 15 ou 90 minutos. Trabalho para ficar à disposição. Luxemburgo precisou de mim, entrei bem contra o Cruzeiro e fiquei feliz por ter ajudado”, disse Felipe.<QA0>

Sem medo da pressão

Com saudade da bola, Felipe não escondeu a vontade de assumir um lugar entre os titulares. No entanto, a sinceridade é maior do que a fome de bola. O apoiador admite que a falta de ritmo é um empecilho para suportar 90 minutos, mas não foge da responsabilidade.

“Falta ritmo. É complicado saber se suportarei 90 minutos. Depende do jogo. A desvantagem no placar exige mais. Porém, estou pronto”, disse Felipe.

Jean se espelha na Seleção

Campeão da Copa das Confederações em 2013, Jean lembra que a Seleção percorreu um árduo caminho para reconquistar a confiança da torcida. Trilha essa que o Fluminense terá de superar em busca da regularidade no Brasileiro. Testemunha da redenção do Brasil, o volante aposta na recuperação do Tricolor na competição.

“A situação é parecida. A Seleção sempre teve jogadores de qualidade, mas faltava algo. Colocamos o coração em campo. No Flu não será diferente. O grupo é o mesmo. Estávamos apagados, mas começamos a acordar”, disse Jean.

Elogiado pela atuação na lateral direita contra o Cruzeiro, Jean reiterou o desejo de jogar no meio.

Clube lucra mesmo com despesa alta

Com público menor e ingressos mais baratos, o Fluminense arrecadou R$ 234.679,33 (já com a penhora de R$ 21.797,59) no jogo de quarta. Mas os gastos do Tricolor não se limitam à taxa da Federação e ao ISS, como divulgado por Peter Siemsen na assinatura do contrato.

O Fluminense arca com toda a operação do jogo (taxa de arbitragem, exame antidoping, o quadro de fiscalização da Ferj, entre outros), o que dá quase o total pago no borderô (R$ 109.340,81). O clube fica livre dos gastos pelo uso do estádio (aluguel e despesa operacional).

O Complexo Maracanã arrecadou R$ 21.601,53 com a venda de 190 ingressos, sem incluir o ganho com bar e camarotes e o que gastou com a operação do estádio, não divulgados.

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