Por pedro.logato

Rio - Estava tudo certo com Renato Gaúcho, mas o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, não suportou a pressão dos seus aliados políticos e voltou atrás. Agora, a diretoria só aceita a imposição da patrocinadora se a empresa bancar os R$ 550 mil de salário do treinador, mais os R$ 100 mil de sua comissão técnica.

A alternativa, porém, foi descartada por Celso Barros, presidente da Unimed. A tensão entre as partes aumenta a cada dia, como uma bola de neve. Nesta quarta, haverá uma reunião extraordinária apenas com os dirigentes do clube. Logo depois, Peter embarca para a França, onde passará alguns dias de férias, esquiando.

Peter exige condição para aceitar pressão pro Renato GaúchoAndré Luiz Mello / Agência O Dia

“É uma negociação. Como todo jogador que tem contrato de imagem, há um valor pago por nós e outro pelo clube. O Fluminense colocou um percentual, mas nós não aceitamos. Dessa forma não tem acordo”, disse Celso Barros.

Peter tinha um encontro ontem com Celso Barros, que foi cancelado. A diretoria tricolor deve ir atrás de Cristóvão Borges, que já treinou o Vasco e dirigiu o Bahia no Brasileiro. Outra opção seria renovar com Dorival Júnior, que precisaria aceitar uma redução salarial de R$ 400 mil para R$ 300 mil. Celso Barros, que revelou ter recebido uma negativa de Tite, diz não se incomodar:

“Não tem problema. O presidente falou que a decisão é dele. O clube que assuma os custos da decisão. Não somos obrigados a pagar treinador. Já passamos do valor contratado para 2014, que é de aproximadamente R$ 20 milhões.”

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