Rio - De mãos atadas, o Fluminense segue em compasso de espera para planejar a temporada de 2015. Uma reunião no próximo dia 15 vai definir o futuro do clube e a permanência ou não da Unimed. A tendência é que o patrocínio master continue por mais um ano, mas com baixo investimento e acompanhado de um novo anunciante nas mangas. Só depois que o orçamento for definido é que a diretoria vai sacramentar renovações e contratações. Mas o silêncio preocupa a todos no clube.
Embora o contrato da Unimed com o Fluminense seja até o fim de 2016, há a cláusula de reavaliação do vínculo a cada ano e o mesmo pode ser rompido unilateralmente. A demora para se chegar a um denominador comum preocupa os dirigentes, que, desde o mês passado, buscam opções para não ficarem na mão de uma só patrocinador.
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“Nada vai ser resolvido antes de termos a decisão com a Unimed. Podemos perder tempo, claro, mas é a situação que não se tem como evitar. É um risco. A intenção é fazer uma negociação correta e evitar prejuízos”, avaliou o presidente Peter Siemsen.
O contrato entre as partes diz que a patrocinadora tem de investir pelo menos R$ 15 milhões por ano no futebol. No entanto, este número deve ser reduzido. A queda drástica preocupa torcedores e jogadores, que não sabem como será o futuro.
PENDÊNCIAS FINANCEIRAS
Diego Cavalieri e Gum, por exemplo, estão em fim de contrato e aguardam a renovação. Caso semelhante ao de Cristóvão. Diguinho e Valencia não ficarão. Já Wagner e Fred têm contrato, mas esperam pela quitação das pendências financeiras e que um time competitivo seja montado.
Enquanto Fred reclamou dos atrasos no direito de imagem e adotou mistério sobre sua continuidade, Wagner mostrou-se preocupado. “Ninguém fala nada. Nem presidente, nem diretor. Está complicado. Mas a casa Tricolor vai ser arrumada para 2015”, declarou o apoiador.