O começo de um novo Fluminense

Siemsen quer R$ 30 milhões com o uniforme e fala em manter ídolos

Por O Dia

Rio - É prematuro medir o impacto do fim da parceria de 15 anos entre Fluminense e Unimed a curto prazo. De olho em um futuro mais independente do clube, o presidente Peter Siemsen confirmou a Viton 44 como nova patrocinadora master para 2015. O acordo renderá R$ 14 milhões anuais aos cofres do Tricolor. Com o fim do contrato de exclusividade com a Unimed, a diretoria busca novos parceiros.

Coincidentemente, uma outra seguradora de saúde aparece entre os especulados. A TIM também está interessada. A ideia é gerar uma receita entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões anuais com o espaço na camisa e no calção.

“Assinamos com um novo patrocinador ontem (quarta-feira). Será a Viton 44, algumas marcas delas serão utilizadas. Vamos valorizar as marcas do nosso patrocinador. Estamos trabalhando no mercado sobre novas opções de patrocínio. Embora tenha trabalhado nos últimos quatro anos para preparar o Fluminense, a saída da Unimed foi muito recente. Houve a necessidade de a gente reagir rapidamente. E estamos buscando novos patrocinadores”, disse Siemsen.

Peter Siemsen durante coletiva nesta quinta-feiraAlessandro Costa

A concorrida coletiva do presidente tricolor reuniu cerca de cem pessoas no salão nobre das Laranjeiras. Palco de apresentações de craques do peso de Romário e Fred, o local deve receber nomes bem mais modestos a partir de 2015. Apesar da promessa de Siemsen de segurar ídolos, como Diego Cavalieri, Conca e Fred, ninguém está 100% garantido.

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“É difícil falar sobre o fim de 2015. A necessidade dos times se apresenta durante a temporada. Sobre os jogadores que têm contrato terminando no ano que vem, como é o caso de Fred, vamos trabalhar pelo rendimento dele, pela nossa necessidade e pela vontade dele. É claro que não descarto renovar”, afirmou.

Durante a coletiva, Siemsen evitou críticas à Unimed. Defensor da linha de raciocínio da Flu-Sócio, seu principal braço político no clube, o presidente era contrário ao modelo de parceria com a empresa de saúde e sugeriu alterações nas discussões sobre a possível renovação do compromisso. O distanciamento de Celso Barros ficou evidente nos últimos meses. Com a crise financeira da Unimed, ele decidiu antecipar o desenhado fim do ‘casamento’.

“A rescisão foi um opção da Unimed. Eu me mantive aberto a soluções boas a todas as partes. Minha maior preocupação é o torcedor, mas queria algo bom ao patrocinador e ao clube. Procurei o melhor”, destacou Siemsen.

Dono da Viton44, Neville Proa: ‘SOU DA PAZ’

Dono da empresa líder no segmento de bebidas naturais no Brasil, Neville Proa vai investir R$ 14 milhões em um ano no Flu. E, ao contrário de Celso Barros (presidente da Unimed), não vai bater de frente com a diretoria.

O DIA: Você é o principal patrocinador do Botafogo e será o homem forte do Fluminense. Como se sente?

Neville Proa: Tenho que fechar com clubes de alta projeção.

O DIA: Como ficará a relação com o Botafogo?

Neville Proa: O novo presidente pediu um valor altíssimo para renovar o contrato. Não quero mais me meter em confusão.

O DIA: Sua decisão de patrocinar o Flu tem a ver com a queda do Botafogo à Série B?

Neville Proa: De forma alguma.

O DIA: O que o motivou a patrocinar o Flu?

Neville Proa: Investir um valor razoável, nos padrões que costumo negociar, em um clube de tradição.

O DIA: Você teme rejeição por parte dos tricolores à Viton 44?

Neville Proa: Pode ser que ocorra, mas não me preocupo.

O DIA: A Unimed batia de frente com a diretoria do Flu. Como será a relação entre Viton 44 e Peter Siemsen?

Neville Proa: Sou da paz. Sempre fui assim e não vou mudar. </CW></MC><MC1>