Atraso da Unimed no pagamento aos medalhões causa mal-estar nos EUA

Em poucos dias, pré-temporada do Fluminense já traz de volta problemas com antigo patrocinador da equipe carioca

Por O Dia

Estados Unidos - Mo meio do fogo cruzado entre Fluminense e Unimed, os jogadores com contrato com a antiga parceira vivem dias de indefinição nos Estados Unidos. Responsável pelo pagamento do montante que varia entre 50% e 80% do vencimento de Fred, Conca, Wagner, Jean, Walter, Cícero e Henrique, a seguradora de saúde não tem data para regularizar a situação. Nesta terça-feira, o atraso completará dois meses.

Fluminense realiza pré-temporada nos Estados UnidosDivulgação

A garantia de Celso Barros, conselheiro do clube e presidente da Unimed, não foi o suficiente para acalmar o ânimo dos medalhões. O médico tem intenção de negociar os jogadores ligados à empresa para lucrar com a venda ou cortar custos, como no caso de Rafael Sobis. Ele acertou a transferência para o Tigres depois da rescisão amigável e gerou uma economia de cerca R$ 2,7 milhões aos cofres da antiga parceira, em direito de imagem.

Barros tem sido procurado diretamente pelos clubes e procuradores. Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Corinthians iniciaram a investida em Conca via Unimed. A postura irritou a cúpula tricolor, que se recusa a negociar seus principais jogadores. Com o atraso no pagamento, a antiga patrocinadora criou um mal-estar nos primeiros dias de pré-temporada.
Com contrato até 2017, Jean foi sincero ao revelar sua preocupação com a situação.

Este ano, Henrique e Cícero passaram a receber o pagamento de direitos de imagem pela Unimed. Walter tem um reajuste salarial previsto e boa parte sairá dos cofres da ex-parceira. Longe do Brasil, a diretoria conseguiu diminuir o assédio sobre seus mais badalados jogadores, mas há quem garanta que algum grande nome será negociado para aliviar o clima tenso entre as partes.